<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3110804305202473742</id><updated>2012-01-26T17:13:53.214-02:00</updated><category term='video'/><category term='textos'/><category term='personagens'/><category term='notícias'/><category term='agenda'/><category term='documentários'/><category term='curiosidades'/><category term='apresentação dos autores'/><category term='vídeos'/><category term='acervo'/><title type='text'>Violeiro Vergalim</title><subtitle type='html'>Viola e Cultura Caipira</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Carlos Vergalim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00165914416154567050</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SW5kPJXZiiI/AAAAAAAAAUk/m_IWa3l8UBg/S220/casu+e+viola7.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>27</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3110804305202473742.post-6130554265152463429</id><published>2011-12-05T19:10:00.003-02:00</published><updated>2011-12-05T19:18:06.011-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='documentários'/><title type='text'>Somos Todos Sacys</title><content type='html'>"A Confraria Produções em co-produção com a Rede SESCSENAC de Televisão apresenta o documentário que mostra a vida, paixão e morte do mito na tradição oral e suas re-significações nos dias atuais. Sendo este mito a alegoria de nossa cultura antropofágica, a relevância para o debate em torno do Sacy se faz pela motivação de pensar e redescobrir o Brasil. &lt;br /&gt;Você já viu um Sacy? Acredita em Sacy? Como é o Sacy?&lt;br /&gt;Por dois anos, os diretores desse documentário percorreram o interior de São Paulo formulando essas perguntas aos paulistas. Desse passeio encantado originou-se um filme lúdico e poético, tipicamente brasileiro, recheado de iconografias e desenhos, amparado numa pesquisa de tirar o fôlego." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Direção e roteiro&lt;/b&gt;: &lt;i&gt;Rudá K. Andrade e Sylvio do Amaral Rocha&lt;/i&gt;  &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Montagem&lt;/b&gt;: &lt;i&gt;Felippe Brauer, Rudá K. Andrade e Sylvio do Amaral Rocha&lt;/i&gt;  &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Animação&lt;/b&gt;: &lt;i&gt;Érica Valle&lt;/i&gt;  &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Arte&lt;/b&gt;: &lt;i&gt;Marcelo Comparini&lt;/i&gt;  &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Edição e Finalização&lt;/b&gt;: &lt;i&gt;Felippe Brauer&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Locução&lt;/b&gt;: &lt;i&gt;Tereza Freire&lt;/i&gt;  &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Produção de Campo&lt;/b&gt;: &lt;i&gt;Jaime Soares&lt;/i&gt;  &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Músicas de&lt;/b&gt;: &lt;i&gt;Batuque de Umbigada interpretado por Batuque de Tietê, Capivari e Piracicaba - Anecide Toledo, Duo Portal, Grupo Cachoeira!, Ivan Vilela, Kiko Carneiro, Gustavo Barbosa e Quarteto Perêrê&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;iframe src="http://player.vimeo.com/video/11609651?title=0&amp;amp;byline=0&amp;amp;portrait=0" width="400" height="265" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/11609651"&gt;Somos Todos Sacys&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/confraria"&gt;Confraria Produções&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3110804305202473742-6130554265152463429?l=violeirovergalim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/feeds/6130554265152463429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3110804305202473742&amp;postID=6130554265152463429&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/6130554265152463429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/6130554265152463429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/2011/12/somos-todos-sacys.html' title='Somos Todos Sacys'/><author><name>Carlos Vergalim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00165914416154567050</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SW5kPJXZiiI/AAAAAAAAAUk/m_IWa3l8UBg/S220/casu+e+viola7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3110804305202473742.post-8785369235664781284</id><published>2011-11-04T15:14:00.002-02:00</published><updated>2011-11-04T15:20:32.824-02:00</updated><title type='text'>O Evangelho Segundo Seu João</title><content type='html'>"O Evangelho segundo Seu João" não é um filme sobre a Folia de Reis, mas sobre um homem santo de 74 anos que comanda folias há 56 anos. Ele é analfabeto, mas tem a função de ser um sábio que não pode deixar perguntas sem respostas. Isso o leva a criar parábolas e estruturas de abordagem totalmente peculiares e inéditas. Sua noção de tempo é completamente independente de calendários e da rigidez dos astros. A pureza de suas intenções, a força dos gestos e as convicções de fé nos confortam e alegram, explicam e desvendam os mistérios de Deus e da vida terrena. Na Bíblia, mais precisamente no Evangelho de Mateus há apenas uma pequena menção aos Magos do Oriente que partem em busca do Cristo nascido. Segundo estudiosos, o Evangelho de Mateus tem como uma das intenções justificar e substanciar as profecias. A passagem dos Reis Magos simboliza a união dos povos em torno do cristianismo, mas também se transformou na explicação sobre a profecia que afirma que os reis se curvarão ao Rei dos reis. O fato é que a passagem é mínima, mas acabou por se transformar numa das mais importantes e conhecidas da Bíblia. Está totalmente ligada às tradições natalinas, desde a Missa do Galo até o costume de nos presentearmos nessa época. Os Reis não existiram, eram uma representação simbólica, cumprindo funções metafóricas no Evangelho de Mateus. Mas a Igreja Católica na Idade Média criou uma versão histórica sobre eles, inventando até mesmo um túmulo para os três na Catedral de Colônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Seu João existe e mesmo com todas suas limitações escolares ele mantém uma tradição milenar, comanda um grupo de pessoas que o seguem com alegria; cria versões inusitadas, compõe novas toadas de Folia, ensina coisas e caminhos, indica o que foi decretado por Deus e desvenda as falhas humanas. A Folia, segundo ele, não é diversão, é penitência, um fardo a ser carregado, um calvário a ser cumprido com alegria e resignação. Quem entra na Folia normalmente começa ainda menino seguindo tradições familiares ou então entra mais velho para cumprir promessa e conseguir bênçãos. Quem entra, de alguma forma fica para sempre ligado à tradição. Nunca esquece, nunca rejeita, dificilmente sai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Evangelho segundo Seu João" mostra um homem sábio e inspirado cuja pureza e fé podem até mesmo curar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitas Folias de Reis Brasil afora, mas os telejornais e revistas eletrônicas sempre que abordam o tema o fazem sistematicamente de forma superficial ou equivocada e, o que é ainda pior, quando tentam aprofundar utilizam ângulos de abordagem extremamente folcloristas. Equívoco causado pela tentativa de conceituar as Folias sob uma ótica histórica, quando muito com algum viés antropológico que se resume ao tom acadêmico da fala de algum entrevistado. O erro está em não se considerar a subjetividade humana. Esquecem que numa folia cada um tem uma função e que o mestre praticamente forma ou molda todos os componentes de acordo com suas próprias características e jeito de ver, entender e codificar as profecias e mistérios da Folia. Ele é um criador e um líder. As Folias até podem representar basicamente um grupo em torno de 12 pessoas que anunciam o nascimento de Cristo de 24 de dezembro a 6 de janeiro, entram nas casas das pessoas e recebem donativos para fazer uma festa no dia 20 de janeiro quando é feita a entrega, mas elas também têm, quando os mestres são bons, traços claros e singulares, tanto no formato das toadas, quanto na composição das vozes até no comportamento dos foliões. Como diz o próprio Seu João "cada Folia tem sua batida" e "é preciso respeitar aqueles que sabem".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/A3I9OSmT48k" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/xFel7cLYG8U" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRÊMIOS&lt;br /&gt;13º Vitória Cine Vídeo:&lt;br /&gt;Menção Especial do Júri pelo Resgate da Cultura Oral&lt;br /&gt;Troféu on line de Melhor Filme&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30º Guarnicê do Maranhão&lt;br /&gt;Troféu ABD-MA / Melhor Filme do Júri Específico de Abedistas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é curta! -- ABD &amp;amp; C do Espírito Santo&lt;br /&gt;Filme revelação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro plano 2007 -- Festival de Juiz de Fora&lt;br /&gt;Troféu on line de melhor filme&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Festival internacional de curtas do rio de janeiro 2006&lt;br /&gt;Filme convidado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CURTA-SE - festival iberoamericano de curtas metragens de Sergipe&lt;br /&gt;Troféu de Menção Especial do Júri&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Ficha Técnica&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Produção&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eduardo Souza Lima&lt;br /&gt;Leonardo Gomes&lt;br /&gt;João Moraes&lt;br /&gt;Penha Garcia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Direção, Argumento, Roteiro e pesquisa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eduardo Souza Lima &lt;br /&gt;João Moraes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Direção de Fotografia e Montagem&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Leonardo Gomes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Direção de Arte&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eduardo Souza Lima&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Arte&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Jô Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Som direto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Aroldo Sampaio&lt;br /&gt;Leonardo Gomes&lt;br /&gt;Pedro Monteiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Assistente de Câmera e Produção&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pedro Monteiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs.: O texto fala da festa que se realiza no dia 20 de Janeiro, porém, há muitas companhias de folia que a realizam no dia 06 de janeiro, dia dos Santos Reis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3110804305202473742-8785369235664781284?l=violeirovergalim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/feeds/8785369235664781284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3110804305202473742&amp;postID=8785369235664781284&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/8785369235664781284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/8785369235664781284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/2011/11/o-evangelho-segundo-seu-joao.html' title='O Evangelho Segundo Seu João'/><author><name>Adriana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-wol9pntC6Ok/Tx9YLtT-y5I/AAAAAAAAAjA/NJCcgvTJ6ZE/s220/PICT0490.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/A3I9OSmT48k/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3110804305202473742.post-5497751622456213622</id><published>2011-05-06T11:19:00.003-03:00</published><updated>2011-05-06T11:43:42.385-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='documentários'/><title type='text'>Um caboclo, uma viola e uma canção</title><content type='html'>Nosso blógue existe, principalmente, para a difusão e transmissão do conhecimento sobre cultura caipira, fruto de pesquisas daqueles que carregam o desejo de preservar o que a "modernidade" tende a engolir, e, dia após dia, surgem novos registros que enriquecem nosso acervo e inspiram novos trabalhos. &lt;br /&gt;A cultura caipira tem como porta voz a viola e é através dela que muitas pessoas se inspiram e se aprofundam cada vez mais. A viola carrega dentro de sí diversas entidades que, de vez em quando, encontra aquele que consegue ouvir suas mensagens e inspirar a continuidade dos mais diversos trabalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Há muito, os homens do campo se apaixonaram por uma sonoridade. Um instrumento conseguira construir em seus corações, um ninho de felicidade. Com ele fizeram ressoar, pelos sertões deste Brasil poeira, histórias cantadas docemente ao pé de uma porteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São histórias de louvor e de melancolia, de amor e de poesia. Juntos, o violeiro e a viola, irmãos de singela sintonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis aqui o convite para adentrar o mundo destes personagens, seus ricos "causos" e suas vidas de viagens. Sente-se, não se acanhe e fique bem à vontade, porque esta casa cabocla é feita de alegria e amizade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/PvVTj3I3E-Y" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;EQUIPE &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Bruno Moreira&lt;br /&gt;Bruno Silva&lt;br /&gt;Filipe Urbinatti&lt;br /&gt;Rony Morbi&lt;br /&gt;Samuel Santos&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CINEGRAFIA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Bruno Moreira&lt;br /&gt;Clayton Andretti&lt;br /&gt;Marcelo Guerreiro&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TRILHA SONORA ORIGINAL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FOTOGRAFIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Filipe Urbinatti&lt;br /&gt;Rony Morbi&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;EDIÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Rony Morbi&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ORIENTAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Flávia Martelli&lt;br /&gt;Maria Cristina Dias&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AGRADECIMENTOS ESPECIAIS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Carine Crosara&lt;br /&gt;Eurípedes Apolinário&lt;br /&gt;Hugo Sedassare&lt;br /&gt;Ricardo Gripa&lt;br /&gt;Odair Luiz&lt;br /&gt;Aos membros da Orquestra da Viola&lt;br /&gt;A todos que, de alguma forma, colaboraram com este projeto.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ENTREVISTADOS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Augusto José Eleutério Silva&lt;br /&gt;Casemiro Silva de Faria&lt;br /&gt;José Urbinatti&lt;br /&gt;Laurinda Urbinatti&lt;br /&gt;Manoel Messias Bianchini&lt;br /&gt;Oswaldo Barussi (Vadinho)&lt;br /&gt;Pedro Lemos&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;REALIZAÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Curso de Comunicação e Núcleo de Comunicação UNAERP&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;APOIO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;TV UNAERP&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3110804305202473742-5497751622456213622?l=violeirovergalim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/feeds/5497751622456213622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3110804305202473742&amp;postID=5497751622456213622&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/5497751622456213622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/5497751622456213622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/2011/05/um-caboclo-uma-viola-e-uma-cancao.html' title='Um caboclo, uma viola e uma canção'/><author><name>Carlos Vergalim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00165914416154567050</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SW5kPJXZiiI/AAAAAAAAAUk/m_IWa3l8UBg/S220/casu+e+viola7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/PvVTj3I3E-Y/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3110804305202473742.post-210393068074098054</id><published>2011-04-16T22:32:00.007-03:00</published><updated>2011-04-16T22:52:16.994-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='agenda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='notícias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeos'/><title type='text'>A Saga de Maria Antonia - Estréia</title><content type='html'>O curta metragem "A Saga de Maria Antônia" conta a historia de uma guerreira que deixou o nordeste  e foi para o interior de São Paulo em busca de uma vida mais digna para ela e seus filhos, trabalhando como cortadora de cana. Diante o peso do trabalho diário, seu refugio acaba sendo, além dos seus sete filhos, a sua viola. Uma realidade em que para comer é preciso sofrer e para viver é preciso sonhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lançamento Oficial: dia 30 de Abril de 2011&lt;br /&gt;Auditório Octavio Lignelli&lt;br /&gt;Em cima do prédio da biblioteca municipal&lt;br /&gt;Esquina com a Av. Sampaio Vidal com a Av. Rio Branco – centro&lt;br /&gt;Marilia- SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="400" height="250" src="http://www.youtube.com/embed/LXQk89ZamqI" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roteiro e Direção&lt;/strong&gt;:  &lt;em&gt;Alexandre Estevanato&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Produção&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;Estevacine, Calos Lobo e Luciana Baldi&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com &lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;Aline Alencar e Thais Isabelle&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trilha Sonora&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;Carlos Vergalim&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Produção de áudio&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;Thiago Pierucci&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Edição&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;Alexandre Estevanato e Fernando Macaco&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Motion Designer&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;Fernado Macaco&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3110804305202473742-210393068074098054?l=violeirovergalim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/feeds/210393068074098054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3110804305202473742&amp;postID=210393068074098054&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/210393068074098054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/210393068074098054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/2011/04/saga-de-maria-antonia-conta-historia-de.html' title='A Saga de Maria Antonia - Estréia'/><author><name>Carlos Vergalim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00165914416154567050</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SW5kPJXZiiI/AAAAAAAAAUk/m_IWa3l8UBg/S220/casu+e+viola7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/LXQk89ZamqI/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3110804305202473742.post-9141887852600719061</id><published>2010-11-05T20:40:00.009-02:00</published><updated>2010-11-05T21:23:45.762-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='notícias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeos'/><title type='text'>A Saga de Maria Antônia</title><content type='html'>O curta metragem "A Saga de Maria Antônia" é o mais novo projeto de &lt;a href="http://alexandreestevanato.blogspot.com/"&gt;Alexandre Estevanato&lt;/a&gt;, cineasta nascido em Marília-SP, que atualmente tem realizado uma série de longas e curta metragens desenvolvidos no interior de São Paulo. O novo projeto é inspirado na música de Carlos Vergalim que tem o mesmo título do projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curta metragem tem previsão de lançamento para abril de 2011.&lt;br /&gt;Em breve voltaremos com outra postagem para comentarmos mais a respeito. Por enquanto apresentamos apenas um teaser do projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="400" height="250"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CLlYQnaUMqw?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/CLlYQnaUMqw?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="250"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Alexandre Estvanato&lt;/strong&gt;  é  roteirista/diretor  da  &lt;strong&gt;Dablio Éfe Produtora&lt;/strong&gt;.  produtor  de  "Vidas Eternas" (2007),  "Quando o Céu Era Azul" (2008),    "Só" (2009),  "Muito Mais Que Guitarras" (2010)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3110804305202473742-9141887852600719061?l=violeirovergalim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/feeds/9141887852600719061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3110804305202473742&amp;postID=9141887852600719061&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/9141887852600719061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/9141887852600719061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/2010/11/saga-de-maria-antonia.html' title='A Saga de Maria Antônia'/><author><name>Carlos Vergalim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00165914416154567050</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SW5kPJXZiiI/AAAAAAAAAUk/m_IWa3l8UBg/S220/casu+e+viola7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3110804305202473742.post-1649249879692347807</id><published>2010-08-25T21:04:00.005-03:00</published><updated>2010-08-25T21:32:23.953-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='documentários'/><title type='text'>Na Trilha da Viola Caipra</title><content type='html'>Está cada vez mais evidente o quanto a viola caipira está despertando o interesse entre músicos, pesquisadores, estudantes universitarios, etc. Está atravessando fronteiras e chegando a outros paises, coisa apenas imaginada a pouco tempo atrás (viola sendo executada na China só para dar um exemplo) Também fronteiras socias e pouco a pouco vai  "se achegando" junto a outros estilos musicais e universalizando seu timbre vibrante e encantador. Existem hoje na Web, alguns sites de relacionamento específicos e dedicados a Viola Caipira e o numero de violeiros e violeiras hoje está surprendendo, pois são apenas aqueles que como nós tem acesso a internet e o numero daqueles que estão ainda "escondidos" poder ser (com certesa é) muito maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei um trabalho de conclusão para o curso de jornalismo da Unicamp chamado Na &lt;strong&gt;Trilha da Viola Caipira&lt;/strong&gt;, prodzido por &lt;strong&gt;Elisangela Munhos, Cláudia Carnevalli e Raphael Duprat&lt;/strong&gt;. O video explica a importância da música de viola para a cultura do nosso país. A viola hoje é tema de inumeros trabalhos de conclusão de cursos, mestrados, doutorados, etc. Vale a pena conferir a mais esse trabalho e agradecer seus produtores por divulgar e nos dar a oportunidade de dar sequência em sua difusão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom Video a Todos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BbgOMpNsrgE?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/BbgOMpNsrgE?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CXgNdYPwOS8?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/CXgNdYPwOS8?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3110804305202473742-1649249879692347807?l=violeirovergalim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/feeds/1649249879692347807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3110804305202473742&amp;postID=1649249879692347807&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/1649249879692347807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/1649249879692347807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/2010/08/na-trilha-da-viola-caipra.html' title='Na Trilha da Viola Caipra'/><author><name>Carlos Vergalim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00165914416154567050</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SW5kPJXZiiI/AAAAAAAAAUk/m_IWa3l8UBg/S220/casu+e+viola7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3110804305202473742.post-881721739448142978</id><published>2010-07-12T09:26:00.009-03:00</published><updated>2010-07-14T19:30:02.802-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='documentários'/><title type='text'>Kaaipira "cortador de mato"</title><content type='html'>Retomando as atividades, o Blógue Violeiro Vergalim oferece o documentário Kaaipira "cortador de mato". Documentario sobre a cultura caipira presente nas comunidades rurais de São Miguel Arcanjo-SP. Depoimentos de moradores destas localidades e do Lar São Francisco de Paula desta cidade. Um Trabalho que foi fruto da parceria do Troupe de Contadores de (Hi)Estótias com o Clube Bernarde Jr, realizado em 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Foram recolhidos depoimentos nos bairros Rio Acima, Turvo dos Hilários e no Lar São Vicente de Paulo. Memórias que contam sobre a vida no campo, seus afazeres, sua culinária e a cultura deste povo que é fruto do interior paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Troupe de Contadores de (Hi)Estórias realizou este vídeo em parceria com o Clube Recreativo Bernardes Jr. Este filme, junto com o curta-metragem "Tudo Vira Lixo", marcaram o início desta parceria que vem trazendo diversas ações culturais para a cidade. Exemplo maior disso foi a instalação do Ponto de Cultura Viva o Clube! Ainda está previsto a produção de um documentário de longa duração sobre a cultura caipira local. Sendo que para esta produção serão percorridos diversos bairros rurais do município. Por enquanto aproveitem para conhecer mais um pouco de nosso trabalho".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acesse o Blógue da Troupe Contadores de (hi)estórias:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://contatroupe.blogspot.com/"&gt;http://contatroupe.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom vídeo a todos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/s9Trhk0ZYUE&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/s9Trhk0ZYUE&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/iFoBurANIAI&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/iFoBurANIAI&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;PRODUTORA&lt;/strong&gt;: Troupe de Contadores de (Hi)Estórias - CONTATROUPE&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DIREÇÃO E EDIÇÃO&lt;/strong&gt;: Rafael Francis&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PRODUÇÃO&lt;/strong&gt;: Cristiane Demétrio Francis&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MÚSICA INCIDENTAL&lt;/strong&gt;: Q'Saliva&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3110804305202473742-881721739448142978?l=violeirovergalim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/feeds/881721739448142978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3110804305202473742&amp;postID=881721739448142978&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/881721739448142978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/881721739448142978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/2010/07/kaaipira-cortador-de-mato.html' title='Kaaipira &quot;cortador de mato&quot;'/><author><name>Carlos Vergalim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00165914416154567050</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SW5kPJXZiiI/AAAAAAAAAUk/m_IWa3l8UBg/S220/casu+e+viola7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3110804305202473742.post-1646070186461079759</id><published>2009-03-26T11:49:00.003-03:00</published><updated>2009-03-26T12:00:19.303-03:00</updated><title type='text'>Samba de Quadra</title><content type='html'>Várias das publicações que postamos por aqui contam com a ajuda de leitores e colaboradores desse blogue que nos trazem novas e importantes informações.&lt;br /&gt;Na última publicação “Amanhecer caipira”, mandaram-nos, via depoimento, uma informação sobre o samba caipira que aqui foi publicado, atualizando que esse seria da cidade de Quadra e não Tatuí.&lt;br /&gt;Vale a pena conferir. Mais informações no site:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.sabadequadra.com.br/"&gt;http://www.sabadequadra.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Abaixo segue o vídeo do Documentário “Samba de Quadra: o samba que veio do Mato”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Título: SAMBA DE QUADRA - O SAMBA QUE VEIO DO MATO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Duração: 16'distribuição: Cinema (35mm), TV e DVD&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Direção: Gustavo Mello e Luiz Ferraz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Direção de fotografia: Eduardo Piagge&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Montagem: Gustavo Mello&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Produção: Bossa Nova Films&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Co-produção: VARAL Produções e Olé Produções&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sinopse: Vencedor do Prêmio Estímulo Curta Metragem 20007 da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. O samba caipira da cidade de Quadra, interior de São Paulo, apresentado pelas memórias de seus antigos sambeiros e pelo último grupo em atividade da região. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="295"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/VPqVssSXOBk&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/VPqVssSXOBk&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="295"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3110804305202473742-1646070186461079759?l=violeirovergalim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/feeds/1646070186461079759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3110804305202473742&amp;postID=1646070186461079759&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/1646070186461079759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/1646070186461079759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/2009/03/samba-de-quadra.html' title='Samba de Quadra'/><author><name>Adriana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-wol9pntC6Ok/Tx9YLtT-y5I/AAAAAAAAAjA/NJCcgvTJ6ZE/s220/PICT0490.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3110804305202473742.post-8720807846979083049</id><published>2009-01-22T11:44:00.005-02:00</published><updated>2009-01-22T13:04:43.424-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='documentários'/><title type='text'>Amanhecer Caipira</title><content type='html'>Se tem uma coisa bacana nesse mundo de internet, é a possibilidade de compartilhar conhecimento e informação. É só ter um “cadinho” de paciência e encontramos, muitas vezes sem querer, algo inusitado e que de repente se torna o centro de alguma temática.&lt;br /&gt;Pesquisas através da internet nem sempre são confiáveis. Há sempre um desencontro de idéias e é preciso um pouco de bom senso, ou um mínimo de conhecimento, para tomá-la como algo verídico. A maioria dos temas apresentados neste blógue tem por fonte a internet e através dela consigo obter algumas informações diretamente das pessoas (autores) que propuseram o tema. Mais do que apenas ler, as informações são melhores absolvidas através da imagem (visual), e assim, muitos vídeos são publicados aqui.&lt;br /&gt;Os documentários em audiovisual são muito importantes pois são registros de eventos que nem sempre ouvimos falar. Outras vezes temos apenas uma vaga idéia sobre determinados assuntos e daí é ressaltado a importância de um registro que não fique apenas no campo da imaginção. O mais interessante é a quantidade de trabalhos que vem surgindo, não somente sobre cultura caipira, mas sobre manifestações que se estendem sobre todo o território nacional.&lt;br /&gt;O conhecimento das tradições, das festas e da maioria das manifestações culturais são transmitidas e preservadas através da oralidade. A documentação audiovisual faz uma ponte para essa via de transmissão e alcança novos público que nunca tiveram contato com essas manifestações principalmente nos grandes centros urbanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"Aquele que detem os conhecimentos da tribo&lt;br /&gt;tem como missão transmitir atravez da oralidade, atravez do canto..."&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um registro muito interessante que encontrei foi a série de documentários chamada &lt;em&gt;“&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Amanhecer Caipira&lt;/span&gt;”,&lt;/em&gt; que faz um apanhado sobre as manifestações e tradições caipiras na região de &lt;em&gt;Tatuí-SP&lt;/em&gt;, narrados sob o ponto de vista infantil. Os temas abordados são: A &lt;em&gt;“ &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Recomenda das Almas&lt;/span&gt;”&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;“&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Samba Caipira&lt;/span&gt;”&lt;/em&gt;, a &lt;em&gt;“&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Quadrilha&lt;/span&gt;”&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;“&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Cordão dos Bichos&lt;/span&gt;”&lt;/em&gt; e o &lt;em&gt;“&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Fandango&lt;/span&gt;"&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Recomenda das Almas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/sDIX4VchkOY&amp;amp;hl=" width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" fs="1"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O Samba Caipira&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/STs8Gx8ip9c&amp;amp;hl=" width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" fs="1"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A Quadrilha&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/a5rKx4Z7gMo&amp;amp;hl=" width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" fs="1"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O Cordão dos Bichos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/rv-aqCLfj-w&amp;amp;hl=" width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" fs="1"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Fandango&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/F39o_kvMws0&amp;amp;hl=" width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" fs="1"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Roteiro, coordenação e direção geral&lt;/span&gt;: &lt;strong&gt;Deise Juliana de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Direção de Imagens&lt;/span&gt;: &lt;strong&gt;Kazuo Watanabe&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Imagens e Edição&lt;/span&gt; : &lt;strong&gt;Rodrigo Camargo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3110804305202473742-8720807846979083049?l=violeirovergalim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/feeds/8720807846979083049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3110804305202473742&amp;postID=8720807846979083049&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/8720807846979083049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/8720807846979083049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/2009/01/amanhecer-caipira.html' title='Amanhecer Caipira'/><author><name>Carlos Vergalim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00165914416154567050</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SW5kPJXZiiI/AAAAAAAAAUk/m_IWa3l8UBg/S220/casu+e+viola7.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3110804305202473742.post-2606591047146882764</id><published>2009-01-03T15:29:00.015-02:00</published><updated>2009-01-07T11:47:30.593-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='textos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='documentários'/><title type='text'>Viva Santos Reis!!!</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Texto&lt;/span&gt;: &lt;strong&gt;Adriana Laurentino&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Fotos&lt;/span&gt;: &lt;strong&gt;Adriana Laurentino e Carlos Vergalim&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SV-kbV13eII/AAAAAAAAAUI/QuA4phS4hz4/s1600-h/DSC04191[1].jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287125277182752898" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SV-kbV13eII/AAAAAAAAAUI/QuA4phS4hz4/s200/DSC04191%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A Folia de Reis é uma festa religiosa de cunho católico, trazida ao Brasil através dos portugueses. Tal festa rememora a visita dos três reis magos (Baltazar, Belchior e Gaspar) ao menino Jesus, logo após seu nascimento. A existência dos três reis não possui nenhuma comprovação histórica e mesmo nos textos bíblicos só é possível encontrar menção sobre eles no evangelho de Mateus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Na Bíblia há quatro evangelhos que tratam, especificamente, do nascimento e vida de Jesus: João, Marcos, Mateus e Lucas. No livro de João é tratado sobre a deidade de Jesus, enquanto os outros três tratam da infância e vida, porém apenas Mateus e Lucas tratam do nascimento. Entre Lucas e Mateus, é Mateus quem trata especificamente da presença dos três reis magos na visitação a Jesus logo após seu nascimento. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Diversas foram as pesquisas realizadas para comprovar ou não a existência desses três reis, aliás, nem mesmo com relação ao número de reis que visitaram Jesus se tem certeza. Na tradição Mazda eles eram 12 e foram fixados em três por conta dos simbolismos em torno do número, mas também porque no ano de 1158 foram encontrados três corpos entrelaçados por um fio de ouro e enterrados juntos, tais corpos foram denominados como pertencentes aos três reis e serviram como fortalecimento de fé, principalmente na Europa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SV-nalOOVKI/AAAAAAAAAUQ/2u3DRqrnWkM/s1600-h/DSC04305[1].jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287128562666460322" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SV-nalOOVKI/AAAAAAAAAUQ/2u3DRqrnWkM/s200/DSC04305%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Os três corpos foram encontrados em Constantinopla e de lá levados a Milão e depois seguiram para Colônia, na Alemanha, onde estão até hoje na Catedral de São Pedro. Por onde a Caravana com os três corpos passaram, deixaram um registro de fé através de monumentos, capelas, pinturas e até nomes de ruas e hotéis. Dessa forma, o culto aos três reis é muito antigo, desde o fim do século II, porém se popularizou e se espalhou por conta dessa Caravana, assim como por razões políticas, econômicas e religiosas. Toda a Europa reconhece a existência desses personagens bíblicos por meio de inumeráveis obras artísticas e literárias. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Aqui no Brasil o culto aos três reis foi trazido pelos portugueses com o objetivo de catequização e para minimizar as investidas do protestantismo, porém, as referências aos Reis Magos, vindas de Portugal vão além das práticas religiosas. Muito do que se aprendeu sobre os três reis aqui no Brasil é advindo de cantares e danças populares de origem profana. (PESSOA, p. 132, 2007). Dessa aproximação entre manifestações religiosas e atividades de origem profana, provavelmente, se constituiu a festa de Folia de Reis como a conhecemos hoje.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;As manifestações da Folia de Reis são diversificadas dependendo da região em que acontecem, elas se encontram dentro de um grupo de manifestações religiosas denominadas Reisado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SV-iuKk_77I/AAAAAAAAATw/5omfh5NeL-8/s1600-h/DSC04875.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287123401553473458" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SV-iuKk_77I/AAAAAAAAATw/5omfh5NeL-8/s200/DSC04875.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#333333;"&gt;“denominação erudita para os grupos que cantam e dançam na véspera e dia de Reis (6 de janeiro). (...) O auto popular profano-religioso, pertence ao ciclo natalino,é formado ´por grupos de músicos, cantadores e dançadores que vão de porta em porta anunciar a chegada do Messias e homenagear os três reis Magos. O Reisado é conhecido também com os nomes de Reis, Folia de Reis, Boi de reis, e o enredo é sempre a natividade (...)” (Cascudo; 2001: p. 581)&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A Folia de Reis acontece no período de 24 de dezembro a 06 de janeiro (dia de Reis). Os grupos de Folia de Reis são, normalmente, compostos por: mestre (aquele que entoa o canto da folia e guarda sua memória e tradição), contramestre (quem faz a segunda voz durante as cantorias e auxilia o mestre), cantadores (o verso anunciado pelo mestre é respondido por um conjunto vocal), tocadores (aqueles que tocam os instrumentos utilizados pela Companhia, normalmente, estabelecem relação com o instrumento desde a infância sendo aprendido por tradição oral de geração em geração), palhaços (conhecidos também como Bastião, tem a função de proteger a bandeira, está sempre junto dela e é o interlocutor do grupo com o dono da casa), bandeireira (quem conduz a bandeira, principal representação da Folia de Reis), gerente (quem coordena o roteiro que será feito pelo grupo, resolvendo problemas operacionais, como cordas de instrumentos, marcação de pontos de almoço e outras providências), cozinheiras e decoradores (voluntários da comunidade que no dia da festa auxiliam nos trabalhos de decoração do espaço e do presépio, assim como na preparação da refeição). (Pessoa, 2007). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SV-n86sTMDI/AAAAAAAAAUY/uBguoXF5Zig/s1600-h/DSC04412[1].jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287129152545304626" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SV-n86sTMDI/AAAAAAAAAUY/uBguoXF5Zig/s200/DSC04412%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;As atividades dos grupos de Folia de Reis são conhecidas pelo giro de casa em casa com a cantoria de versos que são preservados e passados de geração em geração por tradição oral, simbolizando a visita dos três reis magos ao menino Jesus. Além desse aspecto simbólico, a visitação tem o objetivo de arrecadar prendas para a festa que se realizará no dia 06 de janeiro. As ofertas vão desde uma lata de óleo até novilhos e ovelhas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Por ser um trabalho que se constitui a partir da tradição oral, cada grupo de Folia de Reis tem suas especificidades. Assim, dependendo da região, da comunidade e de seus objetivos com a festa, os trabalhos dos grupos ocorrem de maneira muito diferenciada. As imagens que apresentamos aqui são do grupo de Folia de Reis do bairro de Ribeirão Bonito – Iepê/SP, festa que aconteceu em Janeiro de 2007. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;As atividades de Folia de Reis do grupo de Ribeirão Bonito acontecem a mais de 40 anos e iniciou-se com os trabalhos de Alcides Coelho tendo sua continuidade, mesmo após sua morte em 1997, com a atuação de seu filho Otagibe, que aprendeu com seu pai os versos que são cantados e improvisados durante cada visitação. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SV-jrC0JCWI/AAAAAAAAAUA/JFJ2DAFvYZs/s1600-h/DSC04594.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287124447441520994" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SV-jrC0JCWI/AAAAAAAAAUA/JFJ2DAFvYZs/s200/DSC04594.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Infelizmente nesse ano não pudemos estar presente durante as atividades do grupo, mas nosso coração está em oração por eles, para que dê tudo certo e que mais uma vez essa festa tão bonita continue. Faremos o possível e o que estiver ao nosso alcance para que esse trabalho não morra. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Viva Santos Reis!!! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;O Mistério de Santo Reis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Abaixo um trailer do Documentário “O Mistério de Santo Reis”. O vídeo foi gravado em Araxá-MG e região e encontra-se em fase de finalização. Acesse o link: &lt;a href="http://www.kinema.art.br/foliadereis"&gt;www.kinema.art.br/foliadereis&lt;/a&gt; para assistir ao vídeo demonstrativo de 10 minutos, acessar a galeria de fotos e obter mais informações sobre o projeto.Projeto aprovado no Ministério da Cultura, nos termos do artigo 18 da Lei Rouanet, sob o PRONAC 070533.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;object width="425" height="264"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8VQGBFZWT7Y&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/8VQGBFZWT7Y&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="264"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Direção: Fábio Rodrigues&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Roteiro: Maurício Cardoso&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Trilha Musical: "Chão de Reis" de João Arruda&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Realização: Kinema Produções Cinematográficas&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Patrocínio: Alimentos Wilson&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Livros&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;: &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Dicionário do Folclore Brasileiro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;autor: &lt;em&gt;Luís da Câmara Cascudo&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;ed: &lt;em&gt;Global&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;As Viagens dos Reis Magos&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;autores&lt;em&gt;: Jadir de Morais Pessoa e Madeleine Felix&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;ed&lt;em&gt;: Da UCG&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3110804305202473742-2606591047146882764?l=violeirovergalim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/feeds/2606591047146882764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3110804305202473742&amp;postID=2606591047146882764&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/2606591047146882764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/2606591047146882764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/2009/01/viva-santos-reis.html' title='Viva Santos Reis!!!'/><author><name>Carlos Vergalim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00165914416154567050</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SW5kPJXZiiI/AAAAAAAAAUk/m_IWa3l8UBg/S220/casu+e+viola7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SV-kbV13eII/AAAAAAAAAUI/QuA4phS4hz4/s72-c/DSC04191%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3110804305202473742.post-1158414729516110645</id><published>2008-12-08T08:54:00.003-02:00</published><updated>2008-12-08T09:13:24.930-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='documentários'/><title type='text'>O Povo Brasileiro - O Brasil Caipira</title><content type='html'>&lt;p&gt;Este é um fragmento do documentário baseado no livro de Darcy Ribeiro : O Povo Brasileiro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O documentário investiga as origens e as transformações pelas quais passou o chamado "mundo caipira". Nele, &lt;strong&gt;Darcy Ribeiro&lt;/strong&gt; fala sobre os bandeirantes, a caça aos índios e ao ouro, o surgimento e a descaracterização de mais essa região cultural brasileira. O programa contém imagens originais captadas no Sul de Minas, em Ouro Preto e em São Paulo. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Parte 1&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/PjhHip8NUbs&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/PjhHip8NUbs&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Parte 2&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/rIFoZkSZVY8&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/rIFoZkSZVY8&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Parte 3&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/p9NX5I2I7g8&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/p9NX5I2I7g8&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;O Livro&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;O Povo Brasileiro&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;autor: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Darcy Ribeiro&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;editora: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Companhia das Letras&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sinopse&lt;/span&gt;: &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por que o Brasil ainda não deu certo? Quando chegou ao exílio no Uruguai, em abril de 1964, Darcy Ribeiro queria responder a essa pergunta na forma de um livro-painel sobre a formação do povo brasileiro e sobre as configurações que ele foi tomando ao longo dos séculos. A resposta veio com este que é o seu livro mais ambicioso, fruto de trinta anos de estudo - uma tentativa de tornar compreensível, por meio de uma explanação histórico-antropológica, como os brasileiros se vieram fazendo a si mesmos para serem o que hoje somos. Uma nova Roma, lavada em sangue negro e sangue índio, destinada a criar uma esplêndida civilização, mestiça e tropical.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3110804305202473742-1158414729516110645?l=violeirovergalim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/feeds/1158414729516110645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3110804305202473742&amp;postID=1158414729516110645&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/1158414729516110645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/1158414729516110645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/2008/12/o-povo-brasileiro-o-brasil-caipira.html' title='O Povo Brasileiro - O Brasil Caipira'/><author><name>Carlos Vergalim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00165914416154567050</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SW5kPJXZiiI/AAAAAAAAAUk/m_IWa3l8UBg/S220/casu+e+viola7.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3110804305202473742.post-8892773051143639595</id><published>2008-09-20T22:37:00.009-03:00</published><updated>2008-09-20T22:52:05.699-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='textos'/><title type='text'>A Marca do Caipira</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Colaboração: Orlando Batista dos Santos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/10367170@N04/875058509/in/set-72157600968026730/"&gt;Manoel Dourado&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SNWmGetxDuI/AAAAAAAAATI/_b_-XRbZIOE/s1600-h/fogÃ£o+de+lenha.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SNWm_jbBDfI/AAAAAAAAATQ/pM64tCRKIN8/s1600-h/fogÃ£o+de+lenha.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SNWnUBoM31I/AAAAAAAAATY/kSDNPOvMB0M/s1600-h/fogÃ£o+de+lenha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248284903246454610" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SNWnUBoM31I/AAAAAAAAATY/kSDNPOvMB0M/s200/fog%C3%A3o+de+lenha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Cornélio Pires foi quem melhor definiu o jeito caipira de ser. Levando em conta as origens, como o indígena brasileiro, a contribuição do negro trazido da África, a combinação com a cultura européia, especialmente a portuguesa e depois a italiana, tudo isso acabou por formar a amálgama cultural específica do povo brasileiro: na culinária, na arte, na dança, na música e claro, no vocabulário rico e despojado à margem da língua oficial, a portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;A origem do termo remete-nos a pensar o caipira como o homem do mato, do campo, arredio e avesso ao progresso. Mas os tempos mudam, e lá está o caipira disputando espaços nas cidades; nas fábricas, no comércio e nas universidades, revelando sua competência. Quando precisam cumprir as convenções sociais, abraçam as etiquetas com fino rigor, tão fino que às vezes é impossível não imprimir certa dose de exagero, o que acaba por denunciar suas origens.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sossego e fartura, eis o que o caipira mais almeja. Mas se for necessário entrar na correria por uma causa justa, ele está pronto. Pode ser, mas, melhor não. Após cumprir suas obrigações para com a sociedade, volta ao acalento de suas raízes.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o caipira, a vida precisa ser saboreada em seus mínimos detalhes: na prosa boa e demorada com seus interlocutores, no apreciar dos elementos da natureza que lhes passam às vistas, no degustar da velha e boa comida feita com a mesma e tradicional receita, no apego às velhas fórmulas para resolver velhos e novos problemas e, claro, festas, porque ninguém é de ferro.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O caipira não troca o certo pelo duvidoso e desconfia muito das novas tecnologias, até que estas se revelem definitivamente indispensáveis. Sem pretensão de santidade, mostra-se extremamente apegado aos aspectos de sua religiosidade. Sem ser revolucionário, tem sempre um deboche na ponta da língua quando o assunto é política.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O zelo pelas tradições é outra característica do caipira. Não que viva apenas das glórias do passado ou tenha medo do futuro apegando-se nostalgicamente ao que não volta mais. Esta característica é uma sábia e providencial resposta de sua alma, sem a qual, as ameaças de massificações culturais estéreis ou tão somente mercantilista destruiriam o GENE DA CULTURA BRASILEIRA. Graças ao caipira, isto não vai acontecer!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas, a verdadeira marca do caipira é sua capacidade para simplificar. São os “ataios”, soluções indispensáveis para a manutenção de seu bem-estar, especialmente quanto à linguagem. Para quê gastar tanto esforço na pronúncia “eucalipto”, se basta dizer “calipe, acalipe, calipar”? O falar caipira revela, a despeito dos justos argumentos dos defensores da língua pura, apenas e tão somente o jeito mais fácil de se comunicar. Comunicação, por sinal, direta, objetiva e pessoal, porque certamente não existem meios mais eficazes para se transmitir uma mensagem, e isto o caipira sabe muito bem fazer.&lt;br /&gt;Caipira é sinônimo de Brasil. Viva o caipira ! &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.uniblog.com.br/?uni=YzJWallXOGxNMFJ3WlhKbWFXd2xNalpwWkhWemRXRnlhVzhsTTBRM05EVTNORTVGU25OTlJXTTlNMFJvYjIxPT0="&gt;Orlando Batista dos Santos&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;em&gt;é estudioso do folclore e das manifestações populares de raízes caipiras. Autor do livro “Heróis Caipiras” e da peça de teatro ambiental “A guerra da Água”. Editor do site &lt;a href="http://www.caipiraliteral.com.br/"&gt;Caipira Literal &lt;/a&gt;e do &lt;a href="http://culturacaipira.uniblog.com.br/"&gt;blog Cultura Caipira&lt;/a&gt;. Escreve na comunidade virtual de escritores Usina de Letras.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3110804305202473742-8892773051143639595?l=violeirovergalim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/feeds/8892773051143639595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3110804305202473742&amp;postID=8892773051143639595&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/8892773051143639595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/8892773051143639595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/2008/09/marca-do-caipira.html' title='A Marca do Caipira'/><author><name>Carlos Vergalim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00165914416154567050</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SW5kPJXZiiI/AAAAAAAAAUk/m_IWa3l8UBg/S220/casu+e+viola7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SNWnUBoM31I/AAAAAAAAATY/kSDNPOvMB0M/s72-c/fog%C3%A3o+de+lenha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3110804305202473742.post-1283562958289446422</id><published>2008-09-13T22:00:00.016-03:00</published><updated>2008-09-15T10:33:23.164-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='acervo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeos'/><title type='text'>Violas de Queluz</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SMxtkthfiuI/AAAAAAAAASw/bLC43cqugjw/s1600-h/Foto+Acervo+Max+Rosa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245688143442578146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SMxtkthfiuI/AAAAAAAAASw/bLC43cqugjw/s400/Foto+Acervo+Max+Rosa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: Marcelo Rosa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Acervo: Max Rosa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;A famosa Viola de Queluz é hoje em dia um instrumento raro e existem muito poucas peças ainda espalhadas, principalmente pelo interior de Minas Gerais. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A era das Violas de Queluz ocorreu do início do Sec. XIX e meados do Sec XX, principalmente entre as decadas de 1930 e 1940 e leva o nome de Queluz devido a cidade mineira que hoje tem o nome de Conselheiro Lafaiete e eram fabricadas principalmente pelas familias Meirelles e Salgado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"As violas de Queluz pararam de ser fabricadas por dois motivos. Primeiro porque os descendentes (mais especificamente os netos) dos principais fabricantes já não tinham tanto interesse em continuar com o ofício da fabricação dos instrumentos de forma artesanal. O segundo foi a chegada dos instrumentos de fábrica como Del Vechio e Tranquillo Giannini, que competiam com as violas de Queluz em desigualdade, pois eram feitos em larga escala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o final dos anos 30 ainda eram fabricadas as violas de Queluz pelos filhos dos Meirelles e Salgado, e a partir daí somente os Salgado continuaram a fabricar até os anos 50, em poucas unidades, porque na verdade a oficina Casa Salgado era muito mais uma casa de reforma do que de fabricação propriamente dita." Essa foi a resposta de Max Rosa , quando perguntei a respeito da "extinção" das Violas de Queluz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SMxrmsOwhHI/AAAAAAAAASg/969IcUsPa5E/s1600-h/Max+Rosa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245685978432046194" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SMxrmsOwhHI/AAAAAAAAASg/969IcUsPa5E/s400/Max+Rosa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em uma entrevista para o site do &lt;a href="http://www.nead.org.br/"&gt;NEAD&lt;/a&gt; (Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural) Max Rosa, advogado , violeiro e dono de um estimado acervo de Violas de Queluz, fala sobre a importância deste instrumento e de sua preservação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Para compreender a importância das violas de Queluz é preciso voltar no tempo e recorrer à memória das Minas Gerais. Esses instrumentos foram produzidos artesanalmente, em oficinas da região da cidade de Queluz de Minas, hoje Conselheiro Lafaiete (MG), desde as primeiras décadas do século 19, até meados do século 20. No auge da popularidade das peças, Queluz chegou a ter 15 oficinas de violas, mas dois fabricantes destacaram-se dentre os artesãos da época: José de Souza Salgado e Benjamin Cândido de Meirelles.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As violas de Queluz ganharam reconhecimento nacional e internacional. A fama também chegou à literatura. Em diversos trechos de Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, Riobaldo menciona a viola: “Queria ouvir uma bela viola de Queluz, e o sapateado de pés dançando”, (pág 463).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A característica que se destaca nas violas de Queluz é a criatividade no trabalho de marchetaria . Executada com extrema perfeição no tampo do instrumento, a inserção de lâminas de madeiras, aplicadas ou não em conjunto, davam formas a setas, sinos, folhas, ramos circulares e outros elementos nascidos da fértil imaginação dos fabricantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 1940, com o início da produção em série de instrumentos musicais por grandes fábricas, a produção das violas em Queluz entrou em declínio, até sua total extinção, anos mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O advogado belorizontino Max Rosa (foto acima), que também é violeiro, possui um acervo de 14 peças de violas de Queluz, que inclui modelos raríssimos fabricados entre o final do século 19 e início do 20. A maior parte já foi recuperada, mas há peças que ainda aguardam a restauração. Dessas, a que chama mais a atenção é a viola conhecida como “Assombração” &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Max, ela é a viola de Queluz mais antiga que se tem notícia em MG. Ganhou o apelido pelo precário estado de conservação em que foi encontrada e pelo perfil de seu antigo dono, que tinha cara de poucos amigos. A “Assombração” foi fabricada por José de Souza Salgado e pertenceu ao violeiro Joaquim Moreira Ribeiro (1874 – 1958). Joaquim foi mestre de folia e se consagrou o melhor violeiro de toda a região de Entre Rios, conforme relatos de moradores da localidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o I Seminário Nacional de Viola Caipira, onde a exposição das violas de Queluz também esteve em cartaz, o Boletim NEAD Notícias Agrárias conversou com Max Rosa sobre seu trabalho de pesquisa, recuperação e valorização da cultura centenária mineira.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Boletim NEAD&lt;/strong&gt;: O que torna a viola de Queluz tão valiosa?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Max Rosa&lt;/strong&gt;: A viola de Queluz foi a primeira a incorporar um trabalho de marchetaria que depois foi adotado por diversas outras violas do Brasil. Os fabricantes da viola de Queluz eram famílias tradicionais, sendo que algumas delas descendiam de imigrantes portugueses. Aqui elas continuaram com a arte da produção, o que faz o que faz da viola de Queluz uma sucessora da viola portuguesa, só que com a cara totalmente brasileira. O corpo tem o padrão da viola lusitana, mas aqui ela adquiriu uma identidade própria. Tanto que, nessa incorporação, ela ganhou ares de barroco mineiro. Vemos, naquelas violas mais trabalhadas, o retrato puro de uma herança do barroco, especialmente de sua fase mais rebuscada, que foi o rococó. A viola tem um som muito bonito, mas também ganha o status de obra de arte. Se você nem quiser tocá-la, pode deixá-la pendurada na parede da sua casa, só para poder apreciar o instrumento, porque é realmente algo a ser preservado, acima de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SMxy6eFAb8I/AAAAAAAAATA/FABzqsnz8ws/s1600-h/Viola+queluz.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245694014811828162" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SMxy6eFAb8I/AAAAAAAAATA/FABzqsnz8ws/s400/Viola+queluz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;NEAD&lt;/strong&gt;: Como surgiu seu interesse por esse instrumento?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MR&lt;/strong&gt;: Sempre gostei de música e tocava violão. Certa vez, uma tia de Itabira me disse que tinha uma viola antiga em sua casa e que gostaria de me mostrar. Era uma viola antiga da fábrica Tranquillo Giannini. Fiquei com a viola emprestada por uns tempos, achei o som maravilhoso, e daí foi surgindo o interesse pelas violas antigas. O violão foi ficando de lado e a viola foi ganhando espaço. Comecei a tocar e estudá-la, e junto com o lado de violeiro veio também a questão do colecionador. Vi que havia poucas pesquisas sobre o instrumento em livros e que a melhor maneira de conhecer a viola de Queluz é rodar pelas estradas de Minas, conhecendo os donos das violas. Quando a gente dá sorte de encontrar uma viola dessas, num lugarzinho bem distante, é uma ótima oportunidade de sentar com a família que a está guardando, para ouvir muita história. Quando há o interesse das duas partes, compro a viola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NEAD&lt;/strong&gt;: Então seu acervo foi sendo montado e as informações foram adquiridas a partir desses encontros, uma espécie de pesquisa de campo...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MR&lt;/strong&gt;: Isso, porque essas pessoas têm informações muito ricas para nos passar. Muitas vezes elas conseguem nos dizer, pela idade do violeiro, a data em que a viola foi adquirida. Há famílias que nos passam até a afinação que o violeiro usava. E a maioria deles tocava em folias de reis das cidades do interior. Então é um modo interessantíssimo da gente formar um acervo cheio de informações porque, para mim, não seria atraente expor somente as violas e tratar de cada modelo sem falar um pouco do violeiro que foi dono dela, da história que ele construiu com esse instrumento. O fabricante já produziu uma obra de arte fazendo um instrumento cuidadosamente trabalhado, mas essa história ainda continua na mão do violeiro que levou essa viola para inúmeros lugares, e fez muita música nela. Tento conseguir, por exemplo, uma fotografia dos violeiros. Boa parte das violas da exposição traz a seu lado a foto do antigo dono, e a maioria deles já faleceu há 50 anos, no mínimo. Apenas após um amadurecimento das idéias e de várias pesquisas sobre o material é que surgiu a idéia da exposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NEAD&lt;/strong&gt;: As violas passam por um processo de restauração para a mostra. Como ele é feito?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MR&lt;/strong&gt;: As violas de Queluz estavam praticamente extintas. Há algum tempo já não se viam exemplares delas, nem informações disponíveis. Muitas que encontro estão descaracterizadas e em péssimo estado de conservação. Então a preocupação aumenta, porque, além de formar minha coleção, o objetivo principal é aproximar a viola de sua originalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante uma pesquisa aprofundada para retomarmos os materiais usados em cada parte do instrumento. Uma curiosidade, por exemplo, é o uso do osso da canela do boi em algumas peças, que são aquelas bolinhas todas que estão no braço do instrumento, adornando o cravelhal. Temos que recompor cada detalhe. A restauração interna, além do acabamento, também vai permitir que a viola seja tocada, então podemos ouvir novamente o som de uma viola de Queluz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas primeiras violas foram restauradas pelo luthier Vergílio Lima. Com o crescimento do acervo, resolvi fazer o curso de restauração com o próprio Vergílio, e hoje já estou restaurando minha terceira viola. Dependendo do estado do instrumento, gasto em média 120 horas para restaurá-lo. E esse processo é fundamental para as violas, que não são apenas instrumentos sonoros, mas também visuais. Ele ajuda a recuperar, além disso, a história de Minas, uma arte que é um patrimônio do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SMxrmZP5KVI/AAAAAAAAASY/qNB9r_g1XBg/s1600-h/Ass.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245685973336533330" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SMxrmZP5KVI/AAAAAAAAASY/qNB9r_g1XBg/s400/Ass.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;NEAD&lt;/strong&gt;: E a “Assombração”? Até ela vai ser restaurada?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MR&lt;/strong&gt;: A “Assombração” é o caso mais crítico, mas já estou começando a repensar, porque tenho recebido solicitações de várias pessoas para não restaurá-la.... O pessoal está gostando demais dela do jeito que ela está... "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.nead.org.br/boletim/boletim.php?boletim=423&amp;amp;noticia=1988"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;www.nead.org.br/boletim/boletim.php?boletim=423&amp;amp;noticia=1988&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma recente troca de e-mails, Max Rosa comenta a respeito da Viola "Assombração":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Assombração era, na época a viola mais antiga que eu tinha notícia, mas há alguns meses atrás consegui uma viola que é ainda mais antiga. Pena que ela foi encontrada já toda consumida por cupim, e não tem condições de ser restaurada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso támbém já tive notícia de outras 2 violas que são deste mesmo fabricante (ainda não identificado) e que foram feitas entre 1860 e 1880, e assim estas 3 violas estão, atualmente entre as mais antigas violas de Queluz existentes."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Fotos&lt;/strong&gt;: Carolina Fleury&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Divulgação&lt;/strong&gt;: Max Rosa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assista agora uma matéria feita pela Rede Minas no ateliê de Max Rosa à respeito da restauração das Violas de Queluz, mostrando as técnicas antigas de restaurações nos padrões utilizdos pelos antigos artesões:&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Naxd3WPnAE0&amp;amp;hl=" width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" fs="1"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3110804305202473742-1283562958289446422?l=violeirovergalim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/feeds/1283562958289446422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3110804305202473742&amp;postID=1283562958289446422&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/1283562958289446422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/1283562958289446422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/2008/09/violas-de-queluz.html' title='Violas de Queluz'/><author><name>Carlos Vergalim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00165914416154567050</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SW5kPJXZiiI/AAAAAAAAAUk/m_IWa3l8UBg/S220/casu+e+viola7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SMxtkthfiuI/AAAAAAAAASw/bLC43cqugjw/s72-c/Foto+Acervo+Max+Rosa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3110804305202473742.post-6154129752305945738</id><published>2008-08-27T13:09:00.009-03:00</published><updated>2008-08-27T13:41:05.052-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='textos'/><title type='text'>A Escolarização da Viola Caipira</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Colaboração : &lt;strong&gt;Saulo Alves&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SLV_wZzHl4I/AAAAAAAAAPw/Cr1_OAr9ZeU/s1600-h/Escola+de+CornÃ©lio+Pires.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239234211051181954" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SLV_wZzHl4I/AAAAAAAAAPw/Cr1_OAr9ZeU/s400/Escola+de+Corn%C3%A9lio+Pires.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Se observarmos uma viola caipira ao longo do tempo, perceberemos que o instrumento não mudou sua estrutura física. Afora as melhorias no acabamento, decorrentes da qualidade dos materiais e das tecnologias empregadas pelos fabricantes e luthiers, que aperfeiçoaram substancialmente a qualidade do instrumento, a viola, que nem sempre foi caipira, é a mesma de outrora. No entanto, o violeiro que a tangia nos primórdios da colonização, distingue-se do que habitava a zona&lt;br /&gt;rural no final do século XIX, assim como daqueles que migraram para a cidade e também dos que hoje aprendem a tocar viola estudando numa escola de música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que o Brasil se urbanizasse, a viola fixou-se no universo rural e permaneceu estanque entre seus habitantes de forma orgânica. No entanto, a relação entre a viola e o violeiro foi alterada com o desenvolvimento de uma indústria cultural que se apropriou da música e dos símbolos caipiras a partir da década de 1930. Este processo teve início com o jornalista e produtor musical Cornélio Pires, comandando várias duplas caipiras, um tipo de formação que continua atuante e se faz identificar no gênero caipira, apesar de ofuscada pela ascensão das duplas sertanejas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda no que diz respeito às transformações contextuais, facilmente compreendidas se olharmos a longevidade do instrumento, em 1985 foi criado, na Escola de Música de Brasília, o primeiro curso de viola caipira no Brasil. Esta data, ainda que tenha se constituído por algum tempo como um fato isolado dentro do vasto universo do instrumento, marcou o início do seu processo de escolarização. Atualmente, já ultrapassam duas dezenas de cursos, distribuídos na região centro-sul, nos estados de Minas Gerais, Goiás, Paraná e São Paulo, que os oferece em maior número. Isto se justifica, entre outras razões, pelo fato de a música caipira ter se originado nesta região, que também abrigou o desenvolvimento da indústria cultural do gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inserção da viola caipira no restrito espaço escolar está fortemente ligada ao surgimento de um novo perfil de violei&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SLV_wr3uFzI/AAAAAAAAAP4/XK6GmwaHSiM/s1600-h/ivan.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239234215902320434" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SLV_wr3uFzI/AAAAAAAAAP4/XK6GmwaHSiM/s400/ivan.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ro, cuja maneira de conceber e tocar o instrumento alterou a concepção que se tinha da viola desde que aportara aqui junto com os portugueses no século XVI. A formação musical desses violeiros abrange conhecimentos teóricos e técnicos fundamentados e sistematizados que lhes permitem ler e escrever música. Estas características, mais a habilidade em emular o estilo do violeiro tradicional, os habilitam a implementar novas atividades culturais: concertos, workshops, oficinas, produção de métodos de ensino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido à produção de um grande repertório instrumental destes violeiros, podemos dizer que está se compondo um novo segmento que projeta a viola em espaços anteriormente restritos à música erudita. Recentemente, também tem estado em evidência uma formação musical peculiar que é chamada de orquestra de viola ― em verdade, o termo refere-se a um conjunto musical composto basicamente por violas e não a uma orquestra convencional. No último levantamento, mapeei mais de 40 orquestras de viola que se encontram distribuídas entre os estados de São Paulo (33), Minas Gerais (7), Paraná (2) e Goiás (2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntamente com Roberto Corrêa, que criou o primeiro curso, todos os demais professores de viola das escolas de música possuem formação violonística: Ivan Vilela (USP - Ribeirão Preto/SP), Junior da Violla (Escola Livre de Música Pitch &amp;amp; Bend – São Paulo/SP), Rogério Gulim (Conservatório de Música Popular Brasileira – Curitiba/PR), Robson Carvalho e Fabiano Freitas (Conservatório de Uberlândia e Conservatório de Uberaba – MG, respectivamente), entre outros. Mas se esta particularidade impede que sejam chamados de “caipiras autênticos”, estes violeiros urbanos extraem o tempero da reserva de tradição oral que resistiu no folclore e na música caipira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante frisar que este contexto em que a técnica de violão está permeando a da viola caipira justifica-se diante do fato de que a escola violonística se estruturou no Brasil ao longo do século XX, principalmente depois da sua segunda metade, acompanhando o samba, a bossa nova, o rock, etc. Embora descenda desta que no Brasil restringiu-se ao símbolo da música caipira, o violão, pode-se perceber, ampliou sua projeção bem acima de sua casta na música ocidental, atuando em diversas formações e gêneros musicais de sucesso. Ademais, firmou-se como instrumento de concerto por meio do espanhol Andrés Segóvia. Nesta fase da escolarização, a formação violonística des&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SLV_wjrJKtI/AAAAAAAAAQA/OMYDBjiy4Ew/s1600-h/Roberto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239234213702085330" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SLV_wjrJKtI/AAAAAAAAAQA/OMYDBjiy4Ew/s400/Roberto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ses professores, inevitável para a condução desse processo, é um dos fatos mais singulares. Primeiramente, rompem com uma tradição oral secular de ensino de viola e, conseqüentemente, por pertencerem à primeira leva desta nova categoria, tornam-se responsáveis por sistematizar o ensino desta na escola. Em segundo, operando diversos elementos da cultura que circunscrevem a escolarização, gradativamente, a introdução da técnica do violão sobre a técnica da viola tornar-se um fato interfere na concepção tradicional da viola caipira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, refletir sobre o ensino da viola no âmbito escolar, face à sua inserção noutros segmentos socioculturais, é uma perspectiva concreta e constitui uma necessidade para a estruturação dos cursos em andamento, assim como para difundir as experiências pedagógicas junto às escolas que poderão se inspirar naqueles já criados. Importa perceber como a escolarização do ensino da viola caipira está sendo pensada por esses professores que agora atuam como educadores, não esquecendo que a viola se perpetuou entre os violeiros que detinham um saber facilmente reconhecido quando ouvíamos suas músicas, mas que não raramente são reconhecidos como aqueles que “fazem música, mas não sabem música”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:saulo_sad@hotmail.com" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Saulo Alves&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; é &lt;em&gt;músico e pesquisador&lt;/em&gt;. Atualmente estuda o processo de escolarização do ensino da viola caipira na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Fotos:&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Cornélio pires&lt;/strong&gt; (de terno) em 1929, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Ivan Vilela &lt;/strong&gt; e&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;strong&gt;Roberto Corrêa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3110804305202473742-6154129752305945738?l=violeirovergalim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/feeds/6154129752305945738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3110804305202473742&amp;postID=6154129752305945738&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/6154129752305945738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/6154129752305945738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/2008/08/escolarizao-da-viola-caipira.html' title='A Escolarização da Viola Caipira'/><author><name>Carlos Vergalim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00165914416154567050</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SW5kPJXZiiI/AAAAAAAAAUk/m_IWa3l8UBg/S220/casu+e+viola7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SLV_wZzHl4I/AAAAAAAAAPw/Cr1_OAr9ZeU/s72-c/Escola+de+Corn%C3%A9lio+Pires.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3110804305202473742.post-3048115541445931381</id><published>2008-08-03T21:38:00.006-03:00</published><updated>2008-08-03T22:01:19.089-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personagens'/><title type='text'>Helena Meireles</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;colaboração de pesquisa: &lt;strong&gt;Adriana Laurentino&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SJZQAxXDuPI/AAAAAAAAAO4/ZVts5tNL90E/s1600-h/Helena-Meirelles-(1).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230455991417682162" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SJZQAxXDuPI/AAAAAAAAAO4/ZVts5tNL90E/s400/Helena-Meirelles-(1).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Helena Meirelles nasceu em 1924 no Mato Grosso do Sul, começou a tocar viola caipira aos 08 anos. Cresceu rodeada de peões, comitivas e violeiros pantaneiros. Aprendeu a tocar sozinha e escondida, já que nasceu em um período que muitas coisas não eram permitidas às mulheres, inclusive tocar instrumentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por causa de tentativas de abuso por parte do pai fugiu de casa aos 15 anos e teve o primeiro filho aos 17. Tocava de graça em festas, bailes e bares de Mato Grosso do Sul e no interior do oeste paulista. Prostituiu-se durante 03 anos, casou-se 03 vezes e teve 11 filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reconhecimento por seu trabalho só aconteceu em 1993 quando seu sobrinho Mário Araújo enviou uma fita cassete com três músicas dela para a revista estadunidense Guitar Player que a escolheu como Instrumentista Revelação do Ano, com o Prêmio Spotlight.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Helena também tocava outros instrumentos, mas foi com a viola que consagrou-se e revelou os encantos musicais pantaneiros. Com influências paraguaias, sua música seguiu os ritmos de sua região. Ficou reconhecida pelos sul-mato-grossenses como expressão das raízes e da cultura da região. Gravou quatro álbuns: "Helena Meirelles" (1994), "Flor de Guavira" (1996), "Raiz Pantaneira" (1997) e "De Volta ao Pantanal" (2003).&lt;br /&gt;Com direção de Francisco de Paulo em 2004 foi lançado o documentário “A dama da Viola”, que conta sobre a arte e a vida de Helena Meirelles.&lt;br /&gt;Faleceu vítima de parada cardiorespiratória aos 81 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, segue entrevista com Helena Meirelles, realizada pela jornalista Lucy Dias. Revista Marie Claire, edição de junho de 1994, número 39, pág. 40 à 44.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SJZQA2PE9LI/AAAAAAAAAPA/QCEEWwUzSTY/s1600-h/helena+meireles2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230455992726385842" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SJZQA2PE9LI/AAAAAAAAAPA/QCEEWwUzSTY/s400/helena+meireles2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Marie Claire/Lucy Dias - Alguma vez você imaginou que sua vida fosse dar essa virada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Helena Meirelles - Não, porque fui criada que nem bicho selvagem no Mato Grosso. Quando nasci e me tornei menina-moça e de moça mulher, lá era sertão bruto, só existia bicho bravo, perigoso, e a gente tinha que viver se escondendo. Nós crescemo assim, via gente, tinha medo; se via um automóvel, nós pensava que era bicho e se escondia até debaixo da cama.(Estamos mantendo sua fala original.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Quem eram seus pais?&lt;br /&gt;HM - Meu pai se chamava Ovídio Pereira da Silva e minha mãe, Ramona Vaz Meirelles. Ela nasceu no Mato Grosso, num lugar de nome Catiqués; ele nasceu no Paraguai, mas veio criancinha pra cá. Os paraguaios com os mato-grossense são irmãos, falam a mesma língua, é a divisa, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - E ainda tem uma coisa de índio...&lt;br /&gt;HM - A mãe de minha bisavó era índia pegada a laço nas matas do Paraguai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Do que viviam?&lt;br /&gt;HM - Meu pai trabalhava de boiadeiro tomando conta de fazenda, viajando no estradão, o meu avô também, minha família era tudo boiadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Quando descobriram que você tocava?&lt;br /&gt;HM - Eu tinha uns nove anos. Meu tio tava viajando e parou com a comitiva. Aí mandou eu buscar o violão dele, afinou e começou a tocar. Eu olhei, olhei e falei:"Tio, eu queria tocar uma moda com o senhor". Ele olhou espantado: "Tocar violão?" Expliquei: "É, eu já toco um pouquinho". Ele disse: "Vai buscar o violão lá, sua merda, se você não tocar eu vou te dar uma surra". Fui mais que depressa. Na hora de afinar, ele disse: "Dá aqui que eu afino". Eu disse: "Pode deixar que eu sei". Ele ficou com os olhos arregalados vendo eu afinar. Depois eu falei pra ele solar que eu ia acompanhar. Aí arrematei: "Agora o senhor me acompanha que eu vou solar". "Mas quem te ensinou?", ele me perguntou. "Eu aprendi sozinha vendo o senhor e o Aldo (o irmão) tocar." Daí em diante ele já foi lascando para todo mundo e falando que tinha uma sobrinha que tocava e tocava muito bem. Dali se alastrou para o Mato Grosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Seus pais proibiam você de tocar e ameaçavam cortar seus dedos?&lt;br /&gt;HM - Eu dizia: "Corta , que eu toco com os tocos". Eu era capetinha desde criança. Minha mãe não pôde comigo, ninguém me segurou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - No seu tempo, mulher não podia uma porção de coisas.&lt;br /&gt;HM - Era muito atrasado o pessoal do sertão, mas era porque eles eram muito respeitoso mesmo. O vestido da mulherada era do colarinho cá em cima, o punho lá embaixo, a saia arrastando o chão. Do corpo só mostrava os dedo da mão e do pé. Moça que mostrasse um pedaço do corpo era posta pra fora, rua. Não entrava mais em casa de família. Eu já era moça e a minha mãe falava de mulher da vida. Eu não entendia, "que qualidade de mulher é essa?" Mas naquele tempo não explicavam. A gente ficava lutando com os pensamentos. Eu já era mulher velha no Mato Grosso quando falavam "homem viado" eu falava "mas o que será homem viado? Será que o homem viado também fica de quatro pés, pastando lá no mato?" Depois que fui indagando o que era, teve um que falou: "A senhora não sabe o que é homem viado? É o homem que dá o cu". Eu falei: "Nossa senhora, e esse cara não morre?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Você sabia como nasciam as crianças?&lt;br /&gt;HM - A minha avó. que era a parteira da minha mãe, falava que trazia o nenê na saia, lá do rio, e nós acreditava. Até que eu disse para uma prima que andava viajando pelo mundo, "ah, hoje a vó vai trazer pra nós um maninho lá do rio, na saia". Ela falou: "Larga de ser boba, é lá do rio nada. A tua mãe tá no trabalho de parto". Aí eu fiquei desesperada: "Ai, meu Deus, a minha mãe vai morrer agora. Mas é pelo nariz?" "Não é." "É pelos olhos?" "Não." "Racha a cabeça da minha mãe?" "Não. É por lá." Viu como a gente era burro? A moça casava antigamente e não aceitava o marido, não. Tinha medo do homem e o homem tinha medo da mulher. Hoje em dia, não, já cerca na rua, aí mesmo em qualquer lugar. Eu fico boba com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Qual foi a barra mais pesada que você já enfrentou na vida?&lt;br /&gt;HM - Foi com meu pai. Ele me perseguia muito desde criança, mas com a idade de mocinha ele começou a me perseguir mais e uma vez ele se enroscou em mim. Aí eu fui pra luta e falei pra ele: "Você pode fazer comigo o que quiser, mas só depois que pular por cima do meu defunto três vezes. Do contrário você não faz."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Você teve coragem de contar para sua mãe?&lt;br /&gt;HM - Contei pra minha mãe, contei pro meu irmão. Mas a minha mãe não fazia nada. E foi por causa disso que eu fugi de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Quantos anos você tinha?&lt;br /&gt;HM - Eu tinha uns 15 anos. Ele falava assim: "A terra cria, a terra come, eu também faço e também como". Eu diz pra ele: "Mas eu, o senhor não me come não".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Você se casou com 17 anos?&lt;br /&gt;HM - Com 17 eu tive o primeiro filho. A minha irmã casou e eu fui embora com ela. Lá apareceu o primo do meu cunhado e gostou de mim. O pai dele arrumou um padre que fez o nosso casamento.&lt;br /&gt;(...) &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SJZQBF2Za7I/AAAAAAAAAPI/JaEVRbxjIDw/s1600-h/helena-meirelles3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230455996917836722" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SJZQBF2Za7I/AAAAAAAAAPI/JaEVRbxjIDw/s400/helena-meirelles3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;MC - Quanto tempo você ficou na zona?&lt;br /&gt;HM - Mais ou menos três anos.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;MC - E você não se apaixonou por nenhum homem nesse período da sua vida?&lt;br /&gt;HM - Não. Eu só fui me apaixona por um homem... Um rapaz quando eu ainda estava na casa de meu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Quem era ele?&lt;br /&gt;HM - Era um paraguaio de nome Lucio Rodrigues Fernandez. Eu amava aquele homem, mas o meu pai e a minha mãe não quis que eu casasse com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Por que?&lt;br /&gt;HM - Porque a irmã de minha mãe casou com um paraguaio contra a vontade do meu avô e sabe o que aconteceu? Depois dela ter dois filhos, ele deu dois tiros de 38 nela. Então meu pai dizia: "Esse paraguaio esta jurando você antes de casar, ele vai acabar te matando". Mas com isso tudo eu queria morrer nas mãos dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Antes de casar ele dizia que ia te matar?&lt;br /&gt;HM - Ele jurava de me matar porque era demais ciumento. Era paraguaio puro mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Foi o homem que você mais amou...&lt;br /&gt;HM - Eu gostei e até hoje sonho com ele. Deito na cama e fico lembrando, oh , meu Deus... O dia que falei que eu não queria mais o casamento, ele montou no burro e foi embora. Nunca mais eu vi. Depois que virei mulher da zona, procurei ele até em buraco de tatu. Se tivesse achado, sei lá, viu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Você teve onze filhos, e fez, sozinha, o parto de todos?&lt;br /&gt;Helena Meirelles - Eu mesma é quem fiz, abaixo de Deus, porque eu fui mulher de bastante coragem. Eu não tinha um pingo de medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Nunca teve complicação?&lt;br /&gt;HM - Não. Quando eu sentia que já ia estourar mesmo eu subia na cama e tinha o meu filho deitada, sem segurar em nada nem em ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - E cortava o cordão?&lt;br /&gt;HM - Deixava tudo pertinho, a tesoura, o iodo, tudo no jeito. Eu cortava o umbigo, media um dedo e amarrava; media mais um dedo e cortava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Você aprendeu sozinha?&lt;br /&gt;HM - Foi tudo da minha cabeça porque a minha avó era parteira, mas nunca vi a vó cortar umbigo. Ouvia ela falar: "Mede um dedo e amarra; mede outro, corta".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Se foi fácil parir, criar foi mais complicado: você deu quase todos os filhos, não?&lt;br /&gt;HM - Sabe por quê? Eles eram pequenos, mas já sabiam limpar a bunda. Porque filho só precisa da mãe enquanto tem que limpar a bunda deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Não dava para ficar com eles?&lt;br /&gt;HM - O João eu dei porque eu tava nessa vida, né? Foi relação rápida. A menina também. Os outros dois do paraguaio eu entreguei pro pai. Sabe o que ele fez? Arrumou uma mulher e abandonou os meninos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Você tem notícias deles?&lt;br /&gt;HM - Tenho, mas eles me detestam. Só o que mora em Mauá gosta de mim, e o Barbino, que mora comigo e tem 28 anos, com tudo que ele é débil mental, ele gosta de mim uma coisa bárbara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Você não se arrepende de ter abandonado seus filhos?&lt;br /&gt;HM - Eu já pedi perdão a Deus porque eu entrei numa estrada suja, mas pedi pra sair e estou feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Você tem religião?&lt;br /&gt;HM - Eu fui criada na Igreja católica, só que não vou na igreja. A minha corrente já vai direto aonde está o nosso Pai. Quando bebia pinga e bagunçava e pintava e bordava, eu tinha esses dois meninos, esse que é doente mental e o que está em Mauá, os meus caçulas, e um dia acordei cedo e sentei na minha cama, bem de ressaca. E vi os meninos fuçando no fogão a lenha, com a cara cheia de carvão. De certo eles tavam querendo comer, com fome, e eu lá dormindo. Olhei bem assim e falei: "Mas que barbaridade. Ô meu Deus, ô meu Jesus, ilumina meus passos, me mostra uma estrada de luz, eu tô na escuridão, eu tô no espinho. Chega de sofrer com os meus filhos". Daquele dia em diante - até me arrepio- não bebi mais e detesto gente com bebida. Fui trabalhar de empregada e nunca mais deixei faltar o pão de cada dia, nem um pedacinho de carne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Quais eram seus maiores vícios?&lt;br /&gt;HM - Foi só beber, mascar fumo e tocar na zona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Quanto tempo você mascou fumo?&lt;br /&gt;HM - Masquei 40 anos. Enquanto eu mascava, meus dentes estavam perfeitos. Parei de mascar, foi de fio a pavio, rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - E a marvada pinga?&lt;br /&gt;HM - Comecei a tomar pinga eu tinha uns 25 anos, quando comecei na zona. Bebia pinga e cerveja, não tomava álcool. A mulherada bebia, né? Bebia perfume, desodorante... No meu quarto tinha sempre três, quatro garrafas de pinga. Cheguei a beber mais de uma garrafa por dia.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;MC - Essa coisa dos homens só gostarem de mulher mais nova te deixa aborrecida?&lt;br /&gt;HM - Não, não me deixa porque o meu talento já é suficiente pra eu viver alegre e contente. Pode me chamar de feia que eu aceito, pode me chamar de coscorenta que eu aceito. Não é nem comigo, não ligo. Já vi gente debochando, falando que eu era feia, e eu falei: "Quero ver uma bonita chegar onde eu cheguei. Não chega". Tem muita bonita que não vai na televisão, não faz show, os jornalistas não chegam perto e é bonita dos pés à cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Você é vaidosa?&lt;br /&gt;HM - Quando eu era mais nova, e até há pouco tempo eu era, gostava de andar arrumadinha, usava muita pintura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - E quando os cabelos começaram a cair?&lt;br /&gt;HM - Faz uns oito anos. O doutor falou que em todos os velhos o cabelo tem de cair mesmo, ainda mais com tanto antibiótico e injeção perigosa que tomei.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Muita gente diz que em roda de viola o diabo anda por perto. É por isso que você sempre fez suas palhetas de chifre de boi em noite de Sexta-Feira Santa?&lt;br /&gt;HM - Diz que tudo que toca tem parte com o capeta, menos o violino, que é em forma de cruz. Então a gente tinha que levar o violão com acordoamento novo embaixo de pé de figueira na Sexta-Feira da Paixão, da meia-noite pro dia. E depois fazer as palhetas de chifre antes do sol nascer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Se não...&lt;br /&gt;HM - É muito perigoso. Tem nego que fica despeitado, dá tiro, pode até matar a gente.&lt;br /&gt;(...) &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SJZQBOd7nhI/AAAAAAAAAPQ/xSKblJOH2lE/s1600-h/Helena4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230455999231139346" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SJZQBOd7nhI/AAAAAAAAAPQ/xSKblJOH2lE/s400/Helena4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;MC - Depois que você saiu da zona, você desapareceu: foram 32 anos de sumiço total. Sua família dava você como morta.&lt;br /&gt;HM - Não dei notícia pra ninguém. Sumi mesmo, desde 59, quando amiguei com o Constantino (e atual marido). Só apareci agora.&lt;br /&gt;(Foi graças a essa reaparição que sua descoberta foi possível: seu sobrinho Mário Araujo, que também é músico, resolveu investir na ovelha negra da família, mandando uma fitinha com três músicas e uma carta para o editor da Guitar Player. Dois meses depois, soube que Helena foi eleita a artísta do mês de novembro de 1993).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Por onde você andou por todo esse tempo?&lt;br /&gt;HM - Fiquei por esse mundão velho trabalhando, fui pro Pantanal, andei por lá tudo. Trabalhava de empregada, lavadeira, cozinhava pros peão. Meu marido no estábulo. E toda fazenda que ele ia, eu ia também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Tem alguma coisa da qual se arrependa?&lt;br /&gt;HM - Nunca me arrependi de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MC - Se pudesse começar de novo...&lt;br /&gt;HM - Eu tinha coragem de tocar uma zona por minha conta. E se me convidarem, eu vou. Vai eu e o meu velho também.&lt;br /&gt;Entrevista na íntegra: &lt;a href="http://www.teatrobrasileiro.com.br/entrevistas/helenameirelles.htm"&gt;http://www.teatrobrasileiro.com.br/entrevistas/helenameirelles.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;Dona Helena&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Eu só queria ser eu! Eu sou dona do meu nariz e da minha direção."&lt;br /&gt;Helena Meirelles faleceu em 2005, doze anos depois de ter sido "descoberta" pela revista norte-americana Guitar Player, que a colocou entre os 100 melhores guitarristas do mundo, ao lado de músicos como Roger Waters e Eric Clapton. Dona Helena nasceu no sertão do Brasil e desde criança era apaixonada pela viola. Passou a sua juventude entre comitivas de boiadeiros e prostíbulos, lutando pelo direito de tocar. Analfabeta, virou estrela no Brasil. Sua história e sua arte são mostradas neste documentário obrigatório para os amantes da música..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Trailer do filme &lt;strong&gt;Dona Helena&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/szSxS2ccpFc&amp;amp;hl=" width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" fs="1"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ano de Lançamento: 2007Direção: Dainara Toffoli&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3110804305202473742-3048115541445931381?l=violeirovergalim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/feeds/3048115541445931381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3110804305202473742&amp;postID=3048115541445931381&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/3048115541445931381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/3048115541445931381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/2008/08/helena-meireles.html' title='Helena Meireles'/><author><name>Carlos Vergalim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00165914416154567050</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SW5kPJXZiiI/AAAAAAAAAUk/m_IWa3l8UBg/S220/casu+e+viola7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SJZQAxXDuPI/AAAAAAAAAO4/ZVts5tNL90E/s72-c/Helena-Meirelles-(1).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3110804305202473742.post-6806952639991781471</id><published>2008-07-23T22:17:00.002-03:00</published><updated>2008-07-23T22:23:38.209-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeos'/><title type='text'>Ser-Tão-Mineiro</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/pCEG4Y7z9f0&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/pCEG4Y7z9f0&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Produzido por &lt;strong&gt;Guto Aeraphe&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Formado em Comunicação Social/Publicidade e Propaganda com Pós-Graduação em Criação e Produção em Mídia Eletronica&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3110804305202473742-6806952639991781471?l=violeirovergalim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/feeds/6806952639991781471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3110804305202473742&amp;postID=6806952639991781471&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/6806952639991781471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/6806952639991781471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/2008/07/ser-to-mineiro.html' title='Ser-Tão-Mineiro'/><author><name>Carlos Vergalim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00165914416154567050</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SW5kPJXZiiI/AAAAAAAAAUk/m_IWa3l8UBg/S220/casu+e+viola7.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3110804305202473742.post-637925623070361530</id><published>2008-07-23T14:54:00.018-03:00</published><updated>2008-07-23T21:01:27.004-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='curiosidades'/><title type='text'>Dialeto Caipira</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SId2iWgrVsI/AAAAAAAAANI/ssbMg6adL9M/s1600-h/caipira.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226276225117017794" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SId2iWgrVsI/AAAAAAAAANI/ssbMg6adL9M/s320/caipira.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O dialeto caipira é um dialeto da língua portuguesa falado pelo caipira no interior do estado de São Paulo, no Brasil, e em parte dos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás. Difere acentuadamente do idioma padrão brasileiro em sua estrutura fonológica, sendo algumas características "r" retroflexivo, a ausência de consoantes laterais palatais (lh), que são permutadas pela semivogal "i", a permutação do "l" de fim de sílaba por "r" (retroflexivo), a ausência dos ditongos "ei" e "ou" (substituídos por "e" e "o"), a apócope ou síncope em palavras proparoxítonas e a aférese em muitas palavras. Possui numerosas expressões próprias, e, ao contrário do que acontece com a língua padrão do Brasil e de Portugal, o plural só é indicado em um substantivo ou adjetivo quando este não é determinado por um artigo, ex.: singular: casa; plural: casas; singular: a casa branca, plural: as casa branca.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Que coisa doida, tem tanta teoria para explicar a simplicidade da fala do caipira&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Dialetos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Possui morfologia e sintaxes próprias. Pode ser dividido em quatro subdialetos: O primeiro, falado na região sul do estado de São Paulo (região de Sorocaba e Vale do Ribeira), caracteriza-se pela marcação do "e" gráfico sempre pronunciado como fônico. Assim, palavras como "quente" e "dente" possuem o "e" átono pronunciado como /e/ e não como /i/, comum no português padrão do Brasil. Essa é também uma característica do português falado na região de Curitiba, no Paraná. O segundo subdialeto é das regiões do Alto Tietê (Jundiaí, Campinas, Piracicaba, Santa Bárbara d'Oeste, Americana, Limeira, Rio Claro, Jaú, São Carlos, Araraquara) e do Vale do Paraíba (São José dos Campos, Taubaté, Guaratinguetá). Caracteriza-se pelos erres retroflexos inclusive em início de sílaba (como em caro, parada) e em dígrafos (frente, crente). Caracteriza-se também pela não-palatalização dos grupos "di" e "ti" fônicos. O terceiro subdialeto compreende as regiões norte e noroeste (Ribeirão Preto, São José do Rio Preto) e oeste (Araçatuba, Presidente Prudente, Bauru, Marília) do estado de São Paulo, além de parte do estado do Paraná e do Mato Grosso do Sul. Caracteriza-se pelos erres retroflexos só em corda vocálica (final de sílabas), tais como em "porta", "certo", "aberto" e palatização dos grupos "di" e "ti" fônicos. O quarto grupo corresponde o Triângulo Mineiro e estado de Goiás. Compreende um subfalar com pronúncia tais como o grupo três e com ritmo típico do dialeto mineiro, com elevação do tom nas sílabas tônicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;"Êta Nóis... Quanta cumpricação"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Algumas diferenças entre a fala caipira e a norma culta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226287289163232930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SIeAmXS2tqI/AAAAAAAAANg/H7jh3P9hC0g/s400/dialeto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;Leia também um texto escrito por &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Walter Praxedes&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, publicado na &lt;em&gt;Revista Espaço Academico&lt;/em&gt; chamado: &lt;strong&gt;DIALETO CAIPIRA: Expresão não regulamentada e resistencia &lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(&lt;a href="http://www.espacoacademico.com.br/073/73praxedes.htm"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;a href="http://www.violaviva.org/"&gt;Rádio-Web Viola Viva&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SId1HuYu_JI/AAAAAAAAANA/ebo6dcrANis/s1600-h/radio-antigo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226274668158057618" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SId1HuYu_JI/AAAAAAAAANA/ebo6dcrANis/s320/radio-antigo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A mais de 20 anos no rádio, André Viola, procurando sempre valorizar artistas com igualdade, seguiu um rumo diferente de diversos colegas de trabalho que se deixam influenciar pelo dinheiro de artistas e pela comodidade da musica atual. "Não é fácil hoje no Brasil valorizar aquilo que um dia foi sucesso e teve seu espaço de onde nunca poderia ter perdido no tempo se não fosse a arrogância e o interesse de alguns", segundo André Viola. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;"Os próprios artistas de hoje que nasceram no berço caipira se sentem presos ao mundo moderno, se deixando levar por ritmos momentâneos que não passam de uma ilusão."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;"No Brasil, infelizmente, se valoriza muito depois que o artista morre, sentimos isso quando o maior violeiro de todos os tempos se foi, Tião Carreiro, nunca teve tantos adeptos depois de sua morte como agora, seja por interesse de aproveitar o momento ou realmente de continuidade e &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;valorização da musica caipira."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Texto extraido do Site Viola Viva&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.violaviva.org/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;www.violaviva.org&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3110804305202473742-637925623070361530?l=violeirovergalim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/feeds/637925623070361530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3110804305202473742&amp;postID=637925623070361530&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/637925623070361530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/637925623070361530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/2008/07/dialeto-caipira.html' title='Dialeto Caipira'/><author><name>Carlos Vergalim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00165914416154567050</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SW5kPJXZiiI/AAAAAAAAAUk/m_IWa3l8UBg/S220/casu+e+viola7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SId2iWgrVsI/AAAAAAAAANI/ssbMg6adL9M/s72-c/caipira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3110804305202473742.post-6334784783315300278</id><published>2008-06-17T15:26:00.014-03:00</published><updated>2008-06-18T19:45:21.328-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personagens'/><title type='text'>Mazzaropi</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SFgHWO_tp6I/AAAAAAAAAFM/_u42e6liZNY/s1600-h/mazzaroppi1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212924647245195170" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SFgHWO_tp6I/AAAAAAAAAFM/_u42e6liZNY/s320/mazzaroppi1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;Amácio Mazzaropi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Filho de Bernardo Mazzaroppi, im&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SFgGBrBvTLI/AAAAAAAAAEo/kWxe-SRCRUY/s1600-h/mazzaroppi1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;igrante italiano e Clara Ferreira, portuguesa, com apenas dois anos de idade sua família muda-se para Taubaté, no interior de São Paulo. O pequeno Amácio passa longas temporadas no município vizinho de Tremembé, na casa do avô materno, o português João José Ferreira, exímio tocador de viola e dançarino de cana verde. Seu avô também era animador das festas do bairro onde morava, às quais levava seus netos que, já desde cedo, entram em contato com a vida cultural do caipira, que tanto inspirou Mazzaropi.&lt;br /&gt;Em 1919, sua família volta à capital e Mazzaropi ingressa no curso primário do Colégio Amadeu Amaral, no bairro do Belém. Bom aluno, era reconhecido por sua facilidade em decorar poesias e declamá-las, tornando-se o centro das atenções nas festas escolares. Em 1922 morre o avô paterno e a família muda-se novamente para Taubaté, onde abrem um pequeno bar. Mazzaropi continua a interpretar tipos nas atividades escolares e começa a freqüentar o mundo circense. Preocupados com o envolvimento do filho com o circo, os pais mandam Amácio aos cuidados do tio Domenico Mazzaroppi em Curitiba, onde trabalha na loja de tecidos da família.&lt;br /&gt;Já com quatorze anos, regressa à capital paulista ainda com o sonho de participar em espetáculos de circo e, finalmente, entra na caravana do Circo La Paz. Nos intervalos do número do faquir, Mazzaropi conta anedotas e causos, ganhando uma pequena gratificação. Sem poder se manter sozinho, em 1929 Mazzaropi volta a Taubaté com os pais, onde começa a trabalhar como tecelão, mas não consegue se manter longe dos palcos e atua numa escola do bairro.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;O teatro, o rádio e a televisão&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SFgGLZXB5EI/AAAAAAAAAE0/SnUpB3IeTCY/s1600-h/mazzaropi.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212923361537156162" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SFgGLZXB5EI/AAAAAAAAAE0/SnUpB3IeTCY/s320/mazzaropi.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Com a Revolução Constitucionalista de 1932 segue-se uma grande agitação cultural e Mazzaropi estréia em sua primeira peça de teatro, chamada "A herança do Padre João". Já em 1935, consegue convencer seus pais a seguir turnê com sua companhia e a atuarem como atores. Até 1945, a Troupe Mazzoropi percorre muitos municípios do interior de São Paulo, mas não há dinheiro para melhorar a estrutura da companhia.&lt;br /&gt;Com a morte da avó materna, Dona Maria Pita Ferreira, Mazzaropi recebe uma herança suficiente para comprar um telhado de zinco para seu pavilhão, podendo assim estrear na capital, com atuações elogiadas por jornais paulistanos. Depois, parte com a companhia em turnê pelo Vale do Paraíba. A grave situação de saúde de seu pai complica a situação financeira da companhia de teatro e, em 8 de novembro de 1944, falece Bernardo Mazzaroppi.&lt;br /&gt;Dias após a morte de seu pai, estréia no Teatro Oberdan ao lado de Nino Nello, sendo ator e diretor da peça Filho de sapateiro, sapateiro deve ser, acolhida com entusiasmo pelo público.&lt;br /&gt;Em 1946, convidado por Dermival Costa Lima da Rádio Tupi, estréia o programa dominical Rancho Alegre, encenado ao vivo no auditório da rádio no bairro do Sumaré e dirigido por Cassiano Gabus Mendes. Em 1950, este mesmo programa estreou na TV Tupi, mas agora contava com a coadjuvação dos atores João Restiffe e Geny Prado.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O cinema&lt;/span&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SFgGxYW0ZhI/AAAAAAAAAFE/gFR0c9Gfvcw/s1600-h/mazzaropi2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212924014102865426" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SFgGxYW0ZhI/AAAAAAAAAFE/gFR0c9Gfvcw/s320/mazzaropi2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Convidado por Abílio Pereira de Almeida e Franco Zampari, Mazzaropi estréia seu primeiro filme, intitulado Sai da Frente, em 1952, rodado pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz, onde filmaria mais duas películas. Com as dificuldades financeiras da Vera Cruz, Mazzaropi faz, até 1958, mais cinco filmes por diversas produtoras.&lt;br /&gt;Naquele mesmo ano, vende sua casa e cria a PAM Filmes (Produções Amácio Mazzaropi). O primeiro filme da nova produtora é Chofer de Praça, que agora passa não só a produzir, mas distribuir as películas em todo o Brasil. Em 1959 é convidado por José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o famoso Boni, na época da TV Excelsior de São Paulo, a fazer um programa de variedades que fica no ar até 1962. Neste mesmo ano começa a produzir um de seus filmes mais famosos, o Jeca Tatu, que vai aos cinemas no ano seguinte.&lt;br /&gt;Em 1961, Mazzaropi adquire uma fazenda onde inicia a construção de seu primeiro estúdio de gravação, que produzirá seu primeiro filme em cores, "Tristeza do Jeca", que também será o primeiro filme veiculado na televisão pela Excelsior e a ganhar prêmios para melhor ator coadjuvante, Genésio Arruda, e melhor canção.&lt;br /&gt;Seis anos mais tarde, lança o filme "O Corintiano", recorde de bilheteria do cinema nacional. Em 1972 é recebido pelo então presidente da República, o general Emílio Garrastazu Médici, ao qual pede mais apoio ao cinema brasileiro. Em 1974, roda Portugal, minha saudade, com cenas gravadas no Brasil e em Portugal.&lt;br /&gt;No ano seguinte, começa a construir em Taubaté um grande estúdio cinematográfico, oficina de cenografia e um hotel para os atores e técnicos. A partir de então produz e distribui mais cinco filmes até 1979.&lt;br /&gt;Seu 33º filme, Maria Tomba Homem, nunca será terminado. Depois de 26 dias internado, Mazzaropi morre vítima de um câncer na medula óssea aos 69 anos de idade no hospital Albert Einstein de São Paulo. É enterrado na cidade de Pindamonhangaba, no mesmo cemitério onde seu pai já repousava. Nunca se casou, mas deixou um filho adotivo, Péricles Mazzaropi.&lt;br /&gt;Em 1994 é inaugurado o Museu Mazzaropi, localizado na mesma propriedade dos antigos estúdios, recolhendo a história da carreira de um dos maiores nomes do cinema, do teatro e da televisão brasileiros. Foi somente na década de 90 que a cultura brasileira começou a ver de uma outra óptica a obra de Mazzaropi, que durante sua vida sempre foi duramente atacado (ou ignorado) pela crítica e pela intelectualidade.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Texto extraído da&lt;/span&gt; &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/AmÃ¡cio_Mazzaropi"&gt;Wikipédia &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.museumazzaropi.com.br/"&gt;http://www.museumazzaropi.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;Quando esta postagem foi feita, havia um curta-documentário chamado "Mazzaropi - Um Caipira Pé no Chão", que contava um pouco da história desse grande cineasta através de entrevistas de pessoas que organizam o Museu Mazzaropi e por pessoas que conviveram com ele. Infelizmente foi retirado do site YouTube por seus autores&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em homenagem à esse grande cineasta que obteve todo o reconhecimento do povo...  por falar na verdadeira lingua do povo, assista um trecho do seu maior sucesso nas telas do cinema, o filme "&lt;em&gt;Jeca Tatu&lt;/em&gt;"(1959).&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Jeca Tatu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/0p3VbfT6qOk&amp;amp;hl=" width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;Tapete Vermelho&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Agora um filme que vale à pena é Tapete Vermelho, com direção de Luiz Alberto Pereira . Neste filme além do consagrado Mazzaropi, o filme trás uma porção de histórias e causos que estão inseridos na cultura caipira. Tapete vermelho é uma historia comovente e cheia de brasilidade que reflete nossas raizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Sinopse&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quinzinho (Matheus Nachtergaele) tem uma promessa a cumprir: levar seu filho, Neco (Vinícius Miranda), à cidade para assistir a um filme do Mazzaropi. Eles moram num pequeno sítio no interior de São Paulo. Nessa verdadeira odisséia por cidades do interior paulista, ele também leva sua esposa Zulmira (Gorete Milagres), que parte a contragosto, e o burro Policarpo. Na jornada, eles encontram peculiaridades regionais e passam por situações mágicas, relacionadas à crendice popular.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ihrheFAaoUw&amp;amp;hl=" width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3110804305202473742-6334784783315300278?l=violeirovergalim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/feeds/6334784783315300278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3110804305202473742&amp;postID=6334784783315300278&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/6334784783315300278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/6334784783315300278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/2008/06/mazzaropi.html' title='Mazzaropi'/><author><name>Carlos Vergalim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00165914416154567050</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SW5kPJXZiiI/AAAAAAAAAUk/m_IWa3l8UBg/S220/casu+e+viola7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SFgHWO_tp6I/AAAAAAAAAFM/_u42e6liZNY/s72-c/mazzaroppi1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3110804305202473742.post-4678568553287996304</id><published>2008-05-06T13:27:00.002-03:00</published><updated>2008-05-06T13:32:23.817-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='agenda'/><title type='text'>A Viola toca em São Paulo - Maio 2008</title><content type='html'>Vale a pena conferir os espetáculos desses grandes violeiros:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;Zeca Collares&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;11/05, Domingo&lt;br /&gt;11:00hs  - Grátis&lt;br /&gt;Centro de Preservação Cultural&lt;br /&gt;Casa de Dona Yayá&lt;br /&gt;R. Major Diogo,353 - Bela Vista - S.Paulo/SP&lt;br /&gt;Tel.:(11)3106-8205&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.zecacollares.com.br/"&gt;www.zecacollares.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Levi Ramiro e Trio Três de Paus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;18/05 Domingo&lt;br /&gt;18h Sesc Pompéia&lt;br /&gt;(11) 3871-7700&lt;br /&gt;&lt;a href="http://leviramiro.multiply.com/"&gt;leviramiro.multiply.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;AULAS ABERTAS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Viola Brasileira feita com cabaça&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;SESC Pompéia&lt;br /&gt;Dia(s) 31/05, 01/06 Sábado e domingo, das 14h30 às 16h.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;O violeiro e artesão &lt;strong&gt;Levi Ramiro&lt;/strong&gt; expõe de maneira visual e verbal sua experiência como construtor de violas a partir de diferentes materiais. Ele fala sobre a fabricação da viola de cabaça e apresenta seus timbres e recursos, percorrendo seu universo musical. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Orientação: Levi Ramiro.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3110804305202473742-4678568553287996304?l=violeirovergalim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/feeds/4678568553287996304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3110804305202473742&amp;postID=4678568553287996304&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/4678568553287996304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/4678568553287996304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/2008/05/viola-toca-em-so-paulo-maio-2008.html' title='A Viola toca em São Paulo - Maio 2008'/><author><name>Carlos Vergalim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00165914416154567050</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SW5kPJXZiiI/AAAAAAAAAUk/m_IWa3l8UBg/S220/casu+e+viola7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3110804305202473742.post-7599854676370194623</id><published>2008-05-02T20:41:00.015-03:00</published><updated>2008-09-11T18:59:17.242-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='notícias'/><title type='text'>I Seminário Nacional de Viola Caipira</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SBuqYvQPxpI/AAAAAAAAAD8/oePsaE8ZEtY/s1600-h/Cartaz+SeminÃ¡rio+44+x+66.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195933937080190610" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SBuqYvQPxpI/AAAAAAAAAD8/oePsaE8ZEtY/s320/Cartaz+Semin%C3%A1rio+44+x+66.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Nos dias 25, 26 e 27/04/2008, foi realizado no &lt;em&gt;SESC Minas&lt;/em&gt;, em &lt;em&gt;Belo Horizonte - MG&lt;/em&gt; o &lt;em&gt;1° Seminário&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SBup5_QPxoI/AAAAAAAAAD0/kzPQt-poYPA/s1600-h/Cartaz+SeminÃ¡rio+44+x+66.jpg"&gt;&lt;/a&gt; de Viola Caipira&lt;/em&gt;, organizado pela &lt;a href="http://anvb.org.br/"&gt;ANVB&lt;/a&gt; (associação nacional dos violeiros do Brasil).&lt;br /&gt;Foi um grande acontecimento para a nossa cultura popular, onde foram discutidas, em vários tópicos, a história e os caminhos da viola no Brasil hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estiveram presentes grandes mestres de nossa cultura popular, desde &lt;strong&gt;Seu Manelin&lt;/strong&gt; (MG), &lt;strong&gt;Badia Medeiros&lt;/strong&gt; (GO), &lt;strong&gt;Oliveira de Panelas&lt;/strong&gt; (PE), &lt;strong&gt;Leonildo Pereira&lt;/strong&gt; (PR) entre outros grandes nomes que se destacam na viola caipira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias eram marcados por palestras e apresentações. Vários temas foram abordados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A Viola na Musicalidade do Brasil Colônia&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;Nessa mesa foi tratada a trajetória da viola caipira, desde sua chegada junto aos europeus e suas transformações com o decorrer da história. Participações de &lt;em&gt;Rogério Budaz (professor e pesquisador UFPR), Gisela Nogueira ( musicista e pesquisadora), Roberto Corrêa ( violeiro e pesquisador) e Dionísio Machado Neto (musicólogo- USP)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A Viola e suas Manifestações na Cultura Popular&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;Aqui as discussões ficaram em torno das tradições populares, desde o repente nordestino, a viola de cocho matogrosensse, desaparecimento e renascimento da viola nas manifestações populares e suas transições entre o movimento rural e urbano. Participações de &lt;em&gt;Carlos Felipe (pesquisador e membro do CTM), Antonio Madureira (musico e pesquisador), Abel Santos (musico e pesquisador da viola de cocho) e Rogério Gulin (violeiro e pesquisador)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Novos Rumos da Viola – Novas linguagens e campo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Discussões sobre as novas formas de execuções, influências, caminhos e possibilidades para a viola caipira na atualidade. Foi um dos debates mais polêmicos entre o “tradicional” e o “moderno”. Participações de &lt;em&gt;Ricardo Vigníni (Matuto Moderno), Marcos Mesquita (violeiro e professor de viola – UFB), Myrian Taubkin (produtora”Violeiros do Brasil”) Paulo freire (violeiro e escritor) e Fernando Deghi (violeiro e pesquisador)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Metodologia de Ensino da Viola&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Experiências educacionais, métodos de ensino, registro, documentação e os caminhos para o ensino da viola caipira. A viola da oralidade à universidade. Participações de &lt;em&gt;Elias Kopcak (Trio Carapiá, Unicamp e prof° OFV) Enúbio Queiroz (pesquisador – UFB), Adelmo Arcoverde (violeiro e professor de viola) Zeca Collares ( violeiro e professor de viola) e Roberto Corrêa (violeiro e pesquisador).&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A Música Caipira&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Aqui foi tratada a história da música caipira, seu personagens, sua migração para cidade, suas transformações, as gravações e sua preservação. Participações de &lt;em&gt;Luis Faria (violeiro) João Paulo Amaral (Trio Carapiá, mestrado sobre Tião Carreiro – Unicamp), Wolmi Batista (clube dos violeiros de Brasília) e Leví Ramiro (violeiro)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Orquestras de Viola: ação musical e social.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A orquestra com meio de integração social. O trabalho coletivo de todas as idades e sua convivência para a manifestação, expansão e preservação da cultura. A linguagem, a didática e o laboratório para a formação de novos violeiros. Participações de &lt;em&gt;Tarcísio Manuvéi (orquestra de viola do cerrado), Rui tornezi (orquestra paulistana de viola caipira), Ricardo Anastácio (violeiro) e Wilson Lima (presidente do núcleo de cultura caipira)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Difusão da Viola - Realização de eventos de viola&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Foram discutidos os movimentos e espaços para divulgação e expansão da cultura popular como rádios, TV, revistas, encontros de violeiros, etc. Quais os caminhos para a formação de novos públicos. Participações de &lt;em&gt;Israel do Vale (Diretor de Programação da Rede Minas), Mineirinho (MST/ Encontro Nacional dos Violeiros), Pinho (Revista Viola Caipira) Chico Lobo (Violeiro/Programa Viola Brasil) e João Evangelista Rodrigues (jornalista, escritor e compositor).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Por uma Política Pública para a Música de Viola e suas Tradições – Ações públicas segmentadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em pauta, as parcerias e os projetos já realizados, projetos futuros e a estruturação no campo político-cultural. Participações de &lt;em&gt;Celso Frateschi (FUNARTE), Evelaine Martinez (Coletivo Nacional de Cultura do MST), Adriana Lopes (Nead/MDA)&lt;br /&gt;Jacinto Amaral (Petrobras) e Kuru (ANVB).&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Também houve amostra de vídeos sobre a cultura caipira, exposições de Violas de Queluz, também sobre Tocadores – homem, terra, música e cordas na escola – e a Viola Caipira e seus processos de confecção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No domingo, uma grande apresentação marcou o encerramento no teatro SESI-Minas, co a presença de &lt;em&gt;Pereira da Viola, Joací Ornelas, Décio Marques, Roberto Corrêa, Gisela Nogueira, Paulo Freire, Adelmo Arcoverde, Fernando Deghi, Miltinho Edilberto, Leví Ramiro, Rogério Gulin, Chico Lobo, Zeca Collares e Zé Mulato e Cassiano&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195936406686385858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SBusofQPxsI/AAAAAAAAAEU/LOFoaaTPc9I/s400/viola+queluz.jpg" border="0" /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: Marcelo Rosa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Acervo: Max Rosa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Opnião de um Violeiro Novo&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SBur2fQPxrI/AAAAAAAAAEM/qYEybHimvZo/s1600-h/viola+queluz.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil definir apenas em palavras toda a energia que rolou durantes estes três dias. Para mim foi um marco. Poder conviver com os mestres da viola, aqueles que só conhecia por foto ou através de suas músicas foi definitivamente a solidificação de minha trajetória como violeiro. Aprendi muito. Também tive o imenso prazer de conhecer a geração que está chegando como, &lt;em&gt;João Arruda, os Violeiros Matutos, Igor Ávila, Eros de La Vega&lt;/em&gt;, entre outros que fazem parte da nova safra de talentosos violeiros. Novos Amigos como &lt;em&gt;Alex e Joyce&lt;/em&gt; (casal maravilhoso), o &lt;em&gt;Saulo&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;João (Jedi&lt;/em&gt;)&lt;em&gt;, Daniel da Bequadro&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;Felipe do Paraná, Marcelo Braga de BH&lt;/em&gt;, o grande companheiro de aulas de percepção da ULM &lt;em&gt;Rafael Maryn&lt;/em&gt; e tantos outros que fizeram parte desse Seminário.&lt;br /&gt;Tive o prazer de conhecer o &lt;em&gt;Bilóra&lt;/em&gt;, grande compositor e violeiro, &lt;em&gt;João Araújo do Viola Urbana&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Ricardo Vigníni do Matuto Moderno, Rubinho do Vale,&lt;/em&gt; entre outros &lt;em&gt;Grandes nomes&lt;/em&gt;. Conhecer os Grandes Mestres como o &lt;em&gt;Seu Leonildo Pereira&lt;/em&gt;, um grande fandangueiro do Paraná, &lt;em&gt;Seu Badia Medeiros&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Seu Manelin&lt;/em&gt; do sertão do Urucuia- MG, Seu &lt;em&gt;Oliveira de Panelas&lt;/em&gt; (pessoas que carregam toda uma cultura em suas “anônimas” trajetórias), e tantos outros que me fez ter uma outra visão sobre esse maravilhoso instrumento, me localizar e saber onde estou inserido neste universo. A simpatia de tantos nomes da nossa viola, gente do bem que trabalha sério para preservar todo nosso patrimônio cultural e não deixá-lo se perder novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero agradecer muito a força do &lt;em&gt;Sidnei Oliveira&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Joací&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Ornelas &lt;/em&gt;e de toda a produção do evento no auxílio do nosso companheiro Jackson Ricarte, que foi internado em BH durante o evento (que agora passa muito bem).&lt;br /&gt;Enfim, voltei para São Paulo extremamente maravilhado com a experiência. Muitas discussões importantes foram abertas e esperamos que a continuidade desse evento ocorra no próximo ano.&lt;br /&gt;Viva São Gonçalo... Viva os Três Reis Santos... Viva os Grandes Mestres... Viva a Nossa Cultura Popular... Viva a Nossa Brasilidade... Viva a Viola Caipira...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Até a Próxima!!! &lt;/p&gt;&lt;strong&gt;Carlos Vergalim&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3110804305202473742-7599854676370194623?l=violeirovergalim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/feeds/7599854676370194623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3110804305202473742&amp;postID=7599854676370194623&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/7599854676370194623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/7599854676370194623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/2008/05/i-seminrio-nacional-de-viola-caipira.html' title='I Seminário Nacional de Viola Caipira'/><author><name>Carlos Vergalim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00165914416154567050</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SW5kPJXZiiI/AAAAAAAAAUk/m_IWa3l8UBg/S220/casu+e+viola7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SBuqYvQPxpI/AAAAAAAAAD8/oePsaE8ZEtY/s72-c/Cartaz+Semin%C3%A1rio+44+x+66.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3110804305202473742.post-1485606385740792839</id><published>2008-04-21T14:46:00.003-03:00</published><updated>2008-04-21T14:56:43.986-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='textos'/><title type='text'>Cultura</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Texto por Adriana Laurentino&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_izE-XDcN-bE/SAzTPvHKHYI/AAAAAAAAAMc/gfwx_7Gtp_8/s1600-h/antonio+nobrega.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191756737749327234" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_izE-XDcN-bE/SAzTPvHKHYI/AAAAAAAAAMc/gfwx_7Gtp_8/s200/antonio+nobrega.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Em algumas postagens apresentaremos a cultura caipira dentro do universo da cultura popular, mas, antes trabalharemos com o conceito de cultura para aprofundarmos sobre o que seria Cultura Popular e de que maneira as manifestações religiosas e sociais do caipira se insere nesse contexto. Para o texto a seguir elaboramos uma rápida definição do termo “cultura”, - já que este requer um estudo aprofundado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cultura não é um termo fácil de definir, a primeira pergunta que devemos fazer quando pensamos sobre cultura é de qual dimensão iremos tratar? Aqui falaremos como toda expressão humana, construção de coisas e ações, tudo o que caracteriza um determinado grupo humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura de um povo é construída constantemente e sofre alterações com o passar do tempo, através da cultura o homem expressa suas relações com outros e com a realidade e é através dessa simbolização que consegue condensar e processar as informações que constrói no seu contato com a vida. Em cada lugar ela se apresenta de forma singular, e ao mesmo tempo em que é produto de um grupo social, possibilita a construção do mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque falar sobre cultura? É fundamental, hoje, discutir sobre tal tema, pois contribui para o entendimento dos processos de transformações porque passam as sociedades contemporâneas, através de sua compreensão é possível entender os caminhos que conduziram os homens à suas relações presentes, assim como suas perspectivas de futuro. A cultura não é algo estanque dentro de uma sociedade, ela é dinâmica e esse é um aspecto fundamental, pois ela se transforma junto com a historia e o processo social pelo qual passa os grupos que a vivenciam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para entendermos a cultura de um povo é necessário entender o processo histórico que a produz, pois está entrelaçada por relações históricas entre os diversos lugares e situações. Só compreendo o outro e sua cultura, se compreendo a minha realidade cultural e para entendê-la é necessário entender o processo histórico que a produz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“(...) discutir sobre cultura implica sempre discutir o processo social concreto. (...) Lendas ou crenças, festas ou jogos, costumes ou tradições – esses fenômenos não dizem nada por si mesmos, eles apenas o dizem enquanto parte de uma cultura, a qual não pode ser entendida sem referência à realidade social de que faz parte, à história de sua sociedade&lt;/em&gt;.” (SANTOS, p. 46-47).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cultura, em nossa concepção, é relativa e para entendê-la é necessário tomar cuidado com julgamentos e Pré-Conceitos, pois ela faz parte de uma construção histórica singular e nosso ponto de vista parte de um determinada realidade cultural que influencia diretamente em nossos olhares e posicionamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura caipira está inserida em uma ramificação do conceito de cultura que é a cultura popular. A cultura popular rural também se diferencia daquela que encontramos nos centros urbanos, pois tem outros objetivos e significações, porém falar de cultura popular é um outro universo que deixaremos para a próxima postagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para saber mais:&lt;br /&gt;SANTOS, José Luiz dos. &lt;em&gt;O que é cultura&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;ARANTES, Antonio Augusto. &lt;em&gt;O que é cultura popular&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Adriana&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3110804305202473742-1485606385740792839?l=violeirovergalim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/feeds/1485606385740792839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3110804305202473742&amp;postID=1485606385740792839&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/1485606385740792839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/1485606385740792839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/2008/04/cultura.html' title='Cultura'/><author><name>Adriana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-wol9pntC6Ok/Tx9YLtT-y5I/AAAAAAAAAjA/NJCcgvTJ6ZE/s220/PICT0490.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_izE-XDcN-bE/SAzTPvHKHYI/AAAAAAAAAMc/gfwx_7Gtp_8/s72-c/antonio+nobrega.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3110804305202473742.post-5725792867727442730</id><published>2008-04-17T21:46:00.010-03:00</published><updated>2008-04-19T16:41:09.807-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='textos'/><title type='text'>A arte de benzer</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Por Adriana Laurentino&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_izE-XDcN-bE/SAfy0gUM0SI/AAAAAAAAAK8/P0Tvl1UkLHM/s1600-h/ervas..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190384079409565986" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_izE-XDcN-bE/SAfy0gUM0SI/AAAAAAAAAK8/P0Tvl1UkLHM/s200/ervas..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A cultura religiosa brasileira tem base nas tradições portuguesas, indígenas e africanas. Essa mistura nos trouxe um grande conhecimento popular acerca da utilização de ervas para cura de males. Assim como nas tribos indígenas temos o pajé, na sociedade rural brasileira temos o benzedor ou benzedeira que tem o objetivo de proporcionar conforto físico e mental àqueles que o procuram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prática de benzimento é comum principalmente no meio rural brasileiro, praticado, normalmente por católicos das camadas populares. Herdada dos povos indígenas e propagada pelas benzedeiras e descendentes de escravos, a cura através das ervas medicinais chegou nas grandes cidades com o exôdo rural, sendo que na cidade ele se apresenta em diversos contextos religiosos – católico, evangélico e mediúnico, assim como para diferentes classes sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O benzedor ou benzedeira, normalmente, realiza seus atendimentos em sua própria casa e não cobra por ele, muitas vezes àquele que recorre aos seus atendimentos leva uma oferta (um doce, um pacote de bolacha...). É alguém que tem o respeito da comunidade em que vive e adquiriu seus conhecimentos através dos mais antigos, sempre de forma oral, por isso não há registros sobre eventuais fórmulas, pois quem recebe o ensinamento mantém em segredo o que foi aprendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a prática do benzimento é necessário além de conhecimento e dos ensinamentos ter muita fé e muito amor ao que se faz, pois escolher esse caminho é abdicar de uma vida pessoal, é colocar em primeiro lugar o amor ao próximo e o desejo de fazer o bem ao outro. Admiro demais todos esses e essas que dedicam sua vida a essa prática tão antiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A benzeção faz parte de nossa história e identidade cultural e deve ser olhada com mais carinho e menos preconceito, deve-se vivenciá-la, conhecê-la e respeitá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“É na condição de resistência que a benzeção deve ser vista. Não como um resquício de formas antiquadas de curar, algo já superado pela ciência moderna. Mas como um ato de resistência política e cultural feito como alguma coisa própria, através de uma cultura que contesta e rejeita a linguagem da opressão, da dominação e da exploração entre os homens. Deve ser vista como uma singela contribuição para um novo projeto de mundo. Contribuição vinda de um grupo de pessoas que está ao lado dos oprimidos, identificando-se com a sua luta e com os seus sofrimentos. E mais do que isso, dando a eles uma explicação e um sentido próprio. Contribuição vinda de um grupo de pessoas que ainda não passou pelo processo de desumanização que acompanha o enriquecimento de bens materiais numa sociedade hostil como é a nossa.” (Oliveira, Elda Rizzo de – O que é benzeção)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Adriana&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3110804305202473742-5725792867727442730?l=violeirovergalim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/feeds/5725792867727442730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3110804305202473742&amp;postID=5725792867727442730&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/5725792867727442730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/5725792867727442730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/2008/04/benzeo.html' title='A arte de benzer'/><author><name>Adriana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-wol9pntC6Ok/Tx9YLtT-y5I/AAAAAAAAAjA/NJCcgvTJ6ZE/s220/PICT0490.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_izE-XDcN-bE/SAfy0gUM0SI/AAAAAAAAAK8/P0Tvl1UkLHM/s72-c/ervas..jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3110804305202473742.post-7529923535685942776</id><published>2008-04-06T19:12:00.010-03:00</published><updated>2008-04-08T10:18:59.901-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='agenda'/><title type='text'>Viola toca em São Paulo - Abril 2008</title><content type='html'>A viola canta em São Paulo no mês de Abril.&lt;br /&gt;Vejam a programação e aproveitem as oportunidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Júlio Santin- Sentimento Matuto&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;13/04 Domingo 11h&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Centro de Preservação Cultural (CPC-USP)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Casa de Dona Yayá&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Rua Major Diogo, 353 - Bela Vista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(11) 3106.3562&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;a href="http://www.juliosantin.com/"&gt;http://www.juliosantin.com/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Trio Carapiá e Quarteto em Cy&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;19/04 - Sábado 21h&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sesc Pompéia (11) 3871 7700&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;a href="http://www.triocarapia.com.br/"&gt;http://www.triocarapia.com.br/&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Ivan Vilela - Dez Cordas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;22/04 - Terça, 19:00hs&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sesc Av. Paulista (11) 3179 3700- &lt;strong&gt;Grátis&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;a href="http://www.ivanvilela.com.br/"&gt;http://www.ivanvilela.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Virada Cultural&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;26 e 27/04&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;MERCADO CAIPIRA&lt;br /&gt;Local: Rua da Cantareira (Mercado Municipal)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Toda a riqueza da produção musical do interior do país estará representada em um palco que&lt;br /&gt;promete emocionar o público. O Mercado Municipal sediará um encontro de vozes dos principais&lt;br /&gt;nomes da música caipira. Na parte central do programa o veterano Tinoco recebe, conta&lt;br /&gt;histórias e canta com duplas históricas, improvisando e costurando os espetáculos&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;03h45 - &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Cláudio Lacerda&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;05h00 - &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Victor Batista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;06h15 - &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;João Ormond&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;07h30 - &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Suzana Salles&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;09h15 - &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Abel e Cain&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;11h00 - &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Tinoco convida e apresenta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;11h15 - &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Cacique e Pajé&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;12h15 - &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Jacó e Jacozito&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;13h15 - &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Craveiro e Cravinho&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;14h15 - &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;João Mulato e João Carvalho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;15h15 - &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Pena Branca&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;16h00 - &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Sérgio Reis e Os Vips&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Série Conexão Latina: Tribo Mira Ira &amp;amp; Lô Borges&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Canto envolvente do grupo Mira Ira está de volta, em pleno vigor e pronto para se conectar ao som do mineiro Lô Borges, um dos grandes ícones do Clube da Esquina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;25/04 -Sexta, 21h&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Auditório Simón Bolívar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ingressos: R$ 10,00.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bilheteria: dia 24, das 14h às 19h, e dia 25 a partir das 14h. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.memorial.sp.gov.br/memorial/AgendaDetalhe.do?agendaId=1058" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.memorial.sp.gov.br/memorial/A gendaDetalhe.do?agendaId=1058&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom espetáculo!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3110804305202473742-7529923535685942776?l=violeirovergalim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/feeds/7529923535685942776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3110804305202473742&amp;postID=7529923535685942776&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/7529923535685942776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/7529923535685942776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/2008/04/viola-toca-em-so-paulo-abril-2008.html' title='Viola toca em São Paulo - Abril 2008'/><author><name>Carlos Vergalim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00165914416154567050</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SW5kPJXZiiI/AAAAAAAAAUk/m_IWa3l8UBg/S220/casu+e+viola7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3110804305202473742.post-3490983243253530440</id><published>2008-04-03T21:08:00.008-03:00</published><updated>2008-04-03T23:27:31.718-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='documentários'/><title type='text'>Caipirossonia</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Caipirossonia: uma tradução villalobiana do Caipira e do Pós-Caipira. Documentário curta-metragem da "Série Villa Lobos: Musicalidade Popular e Periferia", produzida pelo jornalista Rafael Lefcadito para o VII Festival de Música de Ourinhos. Duração: 19 minutos.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Parte 1&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/rRQQlOXFHNo&amp;amp;hl=" width="425" height="355" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Parte 2&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/W0TndPcV9YA&amp;amp;hl=" width="425" height="355" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ficha Completa do documentário&lt;/span&gt;: &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Sinopse &lt;/span&gt;- &lt;em&gt;Caipirossonia: uma leitura villalobiana do Caipira e do Pós-Caipira. Documentário curta-metragem da "Série Villa Lobos: Musicalidade Popular e Periferia", produzida especialmente para o VII Festival de Música de Ourinhos. Também fazem parte da Série outros dois curtas, Sambulantes e Musicasualidade, todos dirigidos pelo jornalista Rafael Lefcadito.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Direção&lt;/span&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.curtagora.com/filmografia.asp?Profissional=Rafael%20Lefcadito"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Rafael Lefcadito&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Tipo&lt;/span&gt;: Documentário&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Formato&lt;/span&gt;: Vídeo (DV)&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Ano Produção&lt;/span&gt;: 2007&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Origem&lt;/span&gt;: Brasil (SP)&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Cor / PB&lt;/span&gt;: cor/pb&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Duração&lt;/span&gt;: 19 min.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Roteiro&lt;/span&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.curtagora.com/filmografia.asp?Profissional=Rafael%20Lefcadito"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Rafael Lefcadito&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Fotografia&lt;/span&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.curtagora.com/filmografia.asp?Profissional=Rafael%20Lefcadito"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Rafael Lefcadito&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Operador deCâmera&lt;/span&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.curtagora.com/filmografia.asp?Profissional=Rafael%20Lefcadito"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Rafael Lefcadito&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Assistência deCâmera&lt;/span&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.curtagora.com/filmografia.asp?Profissional=Ricardo%20Nunes"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ricardo Nunes&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Som&lt;/span&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.curtagora.com/filmografia.asp?Profissional=Giovani%20Biel"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Giovani Biel&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.curtagora.com/filmografia.asp?Profissional=Alexandre%20Guimarães"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alexandre Guimarães&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Edição&lt;/span&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.curtagora.com/filmografia.asp?Profissional=Rafael%20Lefcadito"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Rafael Lefcadito&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Produção&lt;/span&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.curtagora.com/filmografia.asp?Profissional=Marcelo%20Pirajú"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Marcelo Pirajú&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Produtora&lt;/span&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.curtagora.com/filmografia.asp?Produtora=Mídia%20Livre%20Comunicação"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mídia Livre Comunicação&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Site do Filme&lt;/span&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/thousandframes" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.youtube.com/thousandframes&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Contato&lt;/span&gt;: Rafael LefcaditoOurinhos - SP&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="mailto:midialivre_videos@hotmail.com"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;midialivre_videos@hotmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3110804305202473742-3490983243253530440?l=violeirovergalim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/feeds/3490983243253530440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3110804305202473742&amp;postID=3490983243253530440&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/3490983243253530440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/3490983243253530440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/2008/04/caipirossonia-uma-traduo-villalobiana.html' title='Caipirossonia'/><author><name>Carlos Vergalim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00165914416154567050</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SW5kPJXZiiI/AAAAAAAAAUk/m_IWa3l8UBg/S220/casu+e+viola7.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3110804305202473742.post-7321162969050181730</id><published>2008-03-30T20:45:00.012-03:00</published><updated>2008-04-05T11:56:36.994-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='textos'/><title type='text'>Sobre o caipira e a essência</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_izE-XDcN-bE/R_Au-n41RfI/AAAAAAAAAIk/6HzDzFZ0St8/s1600-h/casinha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183694824497563122" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_izE-XDcN-bE/R_Au-n41RfI/AAAAAAAAAIk/6HzDzFZ0St8/s200/casinha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Por Ulisses Coelho&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Antes de qualquer causo ou digressão cultural vamos ao significado etimológico da palavra caipira. É oriunda do tupi e significa “cortador de mato”, termo que os índios do interior paulista cunharam para definir caboclo e o homem branco que capinavam o estado de São Paulo. Dessa forma, não é nenhum absurdo afirmar, que a gênese etimológica do caipira é interiorana, digo etimológica devido às diversas influências estrangeiras que a cultura caipira recebe mais notoriamente a portuguesa e a italiana, posto o reconhecido catolicismo exagerado. Então, quando estamos falando sobre o caipira, mesmo se tratando de uma inconsciente autobiografia, fala-se sobre o interiorano nascido nas terras paulistas que estão fora do centro metropolitano da capital e do litoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, existe um fenômeno que valoriza a cultura caipira, principalmente no que diz respeito à sua arte e culinária. Esse fato aqui será tratado como um sintoma, ao contrário da forma que é encarado comumente, que vê nisso um heróico esforço de resgatar as tradições regionalistas nos moldes como eram. Essa retomada do caipirismo é o resultado da expansão da fronteira agrícola e a política governamental de valorização de combustíveis renováveis. Trocando em miúdos, o estado de São Paulo virou um imenso canavial que substituiu as pequenas localidades agrícolas, onde se desenvolveram os caipiras e seu proceder antropológico. Retomando o que chamei de sintoma, pois é uma espécie de tentativa para que tudo não se perca ou o último canto do cisne. Entendi isso melhor no dia em que vi meu pai chorando, no sítio de um primo seu, quando foi informado que a casa onde passou parte da infância está encoberta pela cana-de-açúcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enfim, o que prende a atenção para essa análise, sobre os aspectos da cultura caipira, é a arte, em específico, a música. As modas de viola tratam, geralmente, de temas do cotidiano. Letras sobre religiosidade, lições de moral, amores e desamores, permeiam todo esse universo musical. A dança, em especial o catira, também integra o panorama artístico. Entretanto, sobre as letras, podemos dizer que elas tratam de virtudes que constituem a ESSÊNCIA do interiorano. As pessoas se enxergam nas abordagens musicais como verdadeiros reflexos de suas capacidades subjetivas. Não há quem não se emocione, diria quem não se coloque no lugar do velho injustiçado, na moda “Couro de boi” de Diogo Mulero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, a retomada dos valores caipiras, principalmente os musicais, cabe uma comparação com a análise feita pelo húngaro György Lukács em sua aclamada “Teoria do romance”. Embora sua pesquisa se realize no âmbito artístico literário, ela é plenamente aplicável ao músico literário, pelas claras afinidades enunciadas nos termos. Lukács pesquisa a literatura desde a epopéia grega até o surgimento do romance, pontuado por alguns com o livro Dom Quixote de Miguel de Cervantes. A literatura nos tempos de epopéia, em particular a grega, narrava um herói plenamente humano que seus feitos eram modelos para todos os homens. A vida estava repleta de sentido e as pessoas se viam integradas em sua sociedade. Por alguma razão, o grego passou a não se ver mais espelhado em seu meio social, na arte passou a surgir uma nova forma literária, a tragédia, que passou a refletir na dualidade entre antagonista e protagonista a cisão sofrida entre individuo e sociedade. A essência não era mais dada. O não há modelos heróicos a seguir. Agora o que se devia tentar fazer é que as essências das pessoas se tornassem mais vivas, eis o projeto da tragédia. Intenção não conquistada surgiu a filosofia e colocou a essência das coisas no transcendental, ou como quis o digníssimo Platão, no “Mundo das Idéias”. A historia artística do grego foi um distanciamento gradativo do que se tinha por essencial. Lukács segue sua análise até chegar ao surgimento do romance, que vai defini-lo como “expressão do desabrigo transcendental”. Na medida em que as pessoas não foram mais se vendo satisfeitas em suas sociedades, as obras de arte foram refletindo esse processo com o distanciamento das essências. Esses três estágios da cultura grega: épico, trágico e filosófico; expressam as mudanças da sociedade grega, agora refletida pelo autor nas artes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que essa analise feita por Lukács pode ser posta a serviço da cultura caipira. Na medida em que a sociedade foi se transformando, semelhantes mudanças se deram nas artes caipiras também. O êxodo rural da segunda metade do século XX e o crescimento dos canaviais foram se refletindo nas artes, a música sertaneja de raiz foi se “eletrizando” ou se plugando em amplificadores maiores, pois as pessoas saíram do ritmo agrícola e foram se adaptando ao ritmo urbano. Deixaram de se ater ao Tião Carreiro se aproximando do Zezé di Camargo. Acreditar que se pode retomar a cultura caipira como ela era é a mesma coisa que se pensar em retornar a Grécia antiga, não que exista uma noção de melhor e pior, mas tão somente por a historia ser uma moto descontrolada e sem freio, por isso, também sem marcha ré.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o que se pode fazer para uma cultura não cair no ostracismo da noite dos tempos? A primeira coisa é registrar tudo o que se conseguir, nos mais variados suportes tecnológicos. Segundo, não se pensa uma cultura sem influência da outra, para imaginar uma cultura que dê conta de algo parecido como fez a caipira, devemos elaborar uma outra abordagem, que por falta de termo melhor, vamos chamar de regionalista. Cultura regionalista. Não é substituição, pois em âmbito regionalista, se pensa diretamente ligado os valores da cultura caipira. Já que não podemos voltar atrás, construiremos nosso futuro sobre as bases que mais prosperaram em nossa historia. Viva a cultura caipira! Viva a cultura regional!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ulisses Coelho&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ulisses é &lt;em&gt;professor de filosofia&lt;/em&gt; em Assis/SP e atualmente desenvolve pesquisa entitulada "&lt;em&gt;O regionalismo em Assis e adjascências&lt;/em&gt;". Também é colaborador desse blogue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3110804305202473742-7321162969050181730?l=violeirovergalim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/feeds/7321162969050181730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3110804305202473742&amp;postID=7321162969050181730&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/7321162969050181730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/7321162969050181730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/2008/03/antes-de-qualquer-causo-ou-digresso.html' title='Sobre o caipira e a essência'/><author><name>Adriana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-wol9pntC6Ok/Tx9YLtT-y5I/AAAAAAAAAjA/NJCcgvTJ6ZE/s220/PICT0490.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_izE-XDcN-bE/R_Au-n41RfI/AAAAAAAAAIk/6HzDzFZ0St8/s72-c/casinha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3110804305202473742.post-3862934266645509437</id><published>2008-03-27T17:01:00.006-03:00</published><updated>2008-04-03T23:28:30.898-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='notícias'/><title type='text'>Procura-se Violeiros</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/R-wj5fp0KhI/AAAAAAAAACs/rt4uh0BSEpI/s1600-h/violeiros.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182556741852998162" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/R-wj5fp0KhI/AAAAAAAAACs/rt4uh0BSEpI/s200/violeiros.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O dvd "Violeiros do Brasil" é um projeto idealizado pela pesquisadora e produtora paulista Myriam Taubkin, que está com previsão para ser lançado neste ano. Este dvd irá contar com entrevistas e apresentações com alguns dos principais violeiros do país. Juntamente com este dvd será lançado um livro, que terá um apêndice que funcionará como um serviço de utilidade pública, onde será disponibilizado os dados pessoais de mais de 200 violeiros do país inteiro, informando nome, e-mail, telefone e falando um pouco da carreira musical de cada um, para que as pessoas interessadas possam procurar estes violeiros para shows, aulas de viola, oficinas, palestras, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O violeiro Rafael Marin é o responsável por essa pesquisa e está convocando todos os violeiros para participar deste projeto integrador. Ele pede para que todos os interessados preencham o cadastro (que segue abaixo) e mandem para o seu e-mail: &lt;a href="mailto:rafaelmarin7@hotmail.com"&gt;rafaelmarin7@hotmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustres violeiros como Ivan Vilela, Almir Sater, Chico Lobo, Braz da Viola, Roberto Correa já aderiram ao cadastramento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questionário&lt;br /&gt;Nome:&lt;br /&gt;Nome artístico:&lt;br /&gt;Data de nascimento:&lt;br /&gt;Cidade natal:&lt;br /&gt;Local onde mora atualmente:&lt;br /&gt;e-mail:&lt;br /&gt;site:&lt;br /&gt;Telefones para contato:&lt;br /&gt;Sugestões de violeiros para fazer parte da lista (com contatos: e-mail ou telefone):&lt;br /&gt;Sugestões de luthiers para fazer parte da lista (com contatos: e-mail e telefone):&lt;br /&gt;Descrição da carreira e trabalhos realizados (mínimo 04 linhas):&lt;br /&gt;Como você se insere no universo da viola brasileira?&lt;br /&gt;Quais suas características principais? (mínimo 04 linhas):&lt;br /&gt;(Obs.: Se quiser mandar um release ou currículo em anexo não é necessário responder as duas últimas questões.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informações obtidas através da Revista Raiz, no endereço:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://revistaraiz.uol.com.br/portal/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=1045&amp;amp;Itemid=171"&gt;http://revistaraiz.uol.com.br/portal/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=1045&amp;amp;Itemid=171&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3110804305202473742-3862934266645509437?l=violeirovergalim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/feeds/3862934266645509437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3110804305202473742&amp;postID=3862934266645509437&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/3862934266645509437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/3862934266645509437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/2008/03/procura-se-violeiros.html' title='Procura-se Violeiros'/><author><name>Carlos Vergalim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00165914416154567050</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SW5kPJXZiiI/AAAAAAAAAUk/m_IWa3l8UBg/S220/casu+e+viola7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/R-wj5fp0KhI/AAAAAAAAACs/rt4uh0BSEpI/s72-c/violeiros.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3110804305202473742.post-5215765984335515334</id><published>2008-03-23T19:53:00.008-03:00</published><updated>2008-04-03T23:28:56.721-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='apresentação dos autores'/><title type='text'>Somos Caipiras!</title><content type='html'>Na minha pequena experiência como violeiro, descobri um universo fantástico que estava enterrado dentro de mim. Foi como descobrir um tesouro, uma pedra preciosa em estado bruto, uma nova cultura e uma nova vida para se viver. Junto as suas tradições descobri também que sou portador destas histórias e estão em minhas raízes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não nasci no campo e nem vivi a labuta do sertão. Nasci apenas no inteiror, porém vivendo a vida urbana soterrado pela modernidade. Mas foi aqui na metropóle que descobri o que eu tinha de maior valor: Raízes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de minha avó, durante as noites ela ficava com seu radinho à pilha na cabeceira da cama e eu dormia ao som daquelas músicas que contava a vida do homem do campo, a natureza, o amor e a viola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não esperava um dia vir a ser violeiro. Sonhava em ser cantor, mas foi no fim da minha vida adolescente que descobri o verdadeiro sentido da palavra caipira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, como ainda é para muitos, caipira era sinal de atraso e deboche, porém quando afastamos o preconceito e a ignorância descobrimos que caipira nada mais é do que a identidade do brasileiro. Se o índio foi o primeiro brasileiro, o caipira, sem dúvida, foi o segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os índios foram dizimados pela descoberta e pela ganância, mas ainda resistem. O mundo moderno e a tecnologia ignoram e deixam a margem nossa identidade caipira, para eles - os modernos - caipira serve apenas para abastecer as mesas com o que é produzido no campo, visto como iletrados e de pouco valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, foi através da música e do encontro com a viola que descobri: sou Caipira. Meu coração é caipira, minhas raízes e minha alma é caipira. Sou herdeiro dessa cultura. Descobri também que na metropóle a viola corre solta pelos becos. Há uma resistência e uma expansão da música caipira em meio a selva de concreto. Até pouco tempo o conhecimento do violeiro era passado "boca a boca", não havia métodos como para outros instrumentos musicais. Hoje, existem boas escolas e bons violeiros que introduziram esse conhecimento no mercado, mas ainda faltam pessoas para multiplicar esse saber. A viola e a música caipira é divulgada, mas o conhecimento de sua cultura ainda está em expansão.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carlos Vergalim&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/R-bqSvp0KeI/AAAAAAAAACI/yaj0__HEcZs/s1600-h/DSC04587.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181086029086730722" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/R-bqSvp0KeI/AAAAAAAAACI/yaj0__HEcZs/s200/DSC04587.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ter sido criada em São Paulo, passei grande parte de minha infância no sítio de meu avô, com direito a leite direto da vaca (literalmente - minha mãe pegava o copo ia lá no curral, onde meu avô tirava o leite e pegava diretamente da vaca, em seguida eu já bebia com café, nunca tive dores de barriga e nenhum mal estar, aliás, sinto imensa saudade dessa época), sem energia elétrica e sem banheiro - tudo o que um lugar sem infraestrutura pode oferecer. Pode parecer, ouvindo assim, algo precário, uma vida precária, mas pelo contrário, era uma vida extremamente saudável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que delícia aquele cheiro de terra logo que descia do ônibus na pequena Iepê. Me lembro ainda hoje de como aqueles momentos eram prazerosos, em seguida a carona com o leiteiro até o sítio dos meus avós. As brincadeiras com meus primos era a melhor parte, fazendo trilhas, me arriscando em cachoeiras e percorrendo os caminhos dos rios, talvez por isso, hoje, eu me idenitifique tanto com as águas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de todo esse contato físico tive grandes experiências com a música caipira, cresci ouvindo o tilintar da viola de meu pai, assim como da companhia de seus amigos sempre com uma boa moda. Os catiras também não faltavam...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando não era meu pai, era meu tio Alcides quem eu ouvia tocar, tio esse que era benzedor, que muitas coisas me ensinou e que me deixou de presente o amor pela Folia de Reis. Era ele quem comandava o grupo de folia de reis de meus primos e parentes e hoje é seu filho quem continua esse lindo trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha vida está toda entrecortada por essas experiências... Hoje, sou casada com um violeiro, que me permite continuar a divagar por esses lugares e não deixar que minha raiz se perca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consigo perceber, hoje, o quanto minha identidade é caipira e o quanto essas raízes são importantes para mim, seja fuliando (hoje também sou integrante do grupo de Fulia de Reis do Ribeirão Bonito), seja pesquisando ou ouvindo e multiplicando as histórias e músicas que ouço desde criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Adriana&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3110804305202473742-5215765984335515334?l=violeirovergalim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/feeds/5215765984335515334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3110804305202473742&amp;postID=5215765984335515334&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/5215765984335515334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3110804305202473742/posts/default/5215765984335515334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://violeirovergalim.blogspot.com/2008/03/somos-caipiras.html' title='Somos Caipiras!'/><author><name>Carlos Vergalim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00165914416154567050</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/SW5kPJXZiiI/AAAAAAAAAUk/m_IWa3l8UBg/S220/casu+e+viola7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1vL7y8Vd0M4/R-bqSvp0KeI/AAAAAAAAACI/yaj0__HEcZs/s72-c/DSC04587.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
